Barrichello propõe reduzir salário para ficar na Williams

sábado, 26 de novembro de 2011 18:56 BRST
 

Por Tatiana Ramil e Marcelo Teixeira

SÃO PAULO (Reuters) - Rubens Barrichello comparou a negociação com equipes da Fórmula 1 a uma namorada, em que um ultimato não é recomendável, e revelou neste sábado que sugeriu à Williams uma redução em seu salário para permanecer na escuderia para o próximo ano.

"Eu tenho que medir minhas opções. Não acho que tenha que me rebaixar. As situações básicas eles sabem quais são", disse ele a jornalistas após o treino classificatório para o Grande Prêmio do Brasil.

"Eu já ofereci coisas menores, salários menores, situações em que eu me vejo guiando um carro competitivo no ano que vem sacrificando certas coisas, mas sacrificar até um certo ponto. Você não vai fazer praticamente tudo o que eles querem, porque a Fórmula 1 arranca pedaço, então tem que tomar cuidado", afirmou.

"Não estou aqui para pedir nenhum favor. Se eu ficar, é porque eles querem que eu fique."

À imprensa estrangeira, o brasileiro disse que não descarta buscar um patrocínio se isso for necessário para que ele tenha um lugar no ano que vem. Barrichello contou que já visitou várias montadoras.

Sem vaga garantida no grid para 2012, Barrichello, de 39 anos, evita dar um ultimato às equipes e comparou a situação a um romance.

"Eu dou muito esse exemplo, porque se tem alguém em dúvida do outro lado, se a namorada está em dúvida e você dá um ultimato nela, a chance de você receber um não é muito grande. Então você tem que trabalhar com ambas as hipóteses."

Recordista em GPs, com mais de 320 corridas em 19 anos na categoria, Barrichello defende a permanência dos atuais pilotos da Williams -seu companheiro é o venezuelano Pastor Maldonado, que corre com patrocínio- para um melhor desenvolvimento do carro no ano que vem, já que em 2011 a equipe sofreu.   Continuação...

 
Piloto da Williams Rubens Barrichello no circuito de Interlagos, em São Paulo. 26/11/2011 REUTERS/Nacho Doce