Retorno de Raikkonen em 2012 empolga e suscita dúvidas

sábado, 3 de dezembro de 2011 14:03 BRST
 

Por Abhishek Takle

(Reuters) - A volta de Kimi Raikkonen à Formula 1 após um hiato de dois anos entusiasmou igualmente fãs, a mídia e seus rivais. Mas a dúvida persiste: o retorno do 'homem de gelo' irá esfriar as esperanças do bicampeão mundial Sebastian Vettel de estrear como favorito no ano que vem?

É quase certo que não. O ressurgimento de Raikkonen certamente é bom para a categoria -pela primeira vez a F1 terá seis campeões no grid de largada.

Conhecido por ser praticamente monossilábico com a imprensa e adorar uma festa longe das pistas, o finlandês de olhar glacial irá acrescentar bem-vindas manchetes ao esporte.

Mas que ninguém espere dele um segundo título mundial.

Raikkonen retorna naquela que será chamada de equipe Lotus em 2012. Embora tenha sido um time mediano sob a alcunha da Renault nos últimos tempos, a escuderia não vence uma corrida desde 2008, quando Fernando Alonso era seu primeiro piloto.

Além disso, a equipe começou bem em 2011, subindo ao pódio nas duas primeiras provas da temporada, mas perdeu o rumo no final do ano e só conseguiu ficar em quinto no campeonato de construtores.

Também se questiona a motivação de Raikkonen. Ele foi dispensado pela Ferrari em 2009, um ano antes de seu contrato vencer, à medida que dúvidas sobre seu desejo de vencer cresciam. Raikkonen sempre teve um carro vencedor, desde que estreou em 2001, e é improvável que a Lotus seja capaz de lhe oferecer uma máquina competitiva logo de cara.

Em uma entrevista recente divulgada pela Lotus, Raikkonen disse que a motivação não está em questão. Mas será que ele continuará faminto se só puder brigar por alguns poucos pontos na retaguarda de um grid altamente disputado?

É fácil para os fãs e a mídia se empolgarem com a volta de um piloto de imenso talento e ritmo alucinante, alimentando expectativas em torno de seu retorno, mas também é fácil lembrar o que aconteceu com o último piloto que abandonou a aposentadoria -o alemão Michael Schumacher, que ainda não subiu ao pódio em dois anos e luta para acompanhar o ritmo de seu colega de equipe Nico Rosberg.

Embora seja mais jovem e possa não ter perdido a forma, não se deve esperar ver Raikkonen estourando champanhe em um futuro próximo.