Por que não ganhar Roland Garros e ouro olímpico?, diz Djokovic

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 18:30 BRST
 

Por Tom Pilcher

LONDRES, 7 Fev (Reuters) - O título do Aberto da França e a medalha de ouro olímpica são os únicos títulos de primeira linha do tênis mundial que faltam a Novak Djokovic e, para o sérvio, não há como escolher qual deles ele gostaria mais de conquistar.

"Porque não ambos?", disse um confiante Djokovic, vestido com roupa de gala após receber o prêmio Laureus de melhor atleta do mundo em 2011, na noite de segunda-feira, em Londres.

Como em quase todas as suas aparições públicas, o sérvio, de 24 anos e dono de cinco títulos do Grand Slam, esbanjou sorrisos, indicando que não deixará se levar pelo sucesso estrondoso nos últimos 14 meses.

Em dezembro de 2010, Djokovic levou a Sérvia a seu primeiro título na Copa Davis, e depois venceu três dos quatro torneios do Grand Slam em 2011. Este ano ele já venceu o Aberto da Austrália, derrotando Rafael Nadal na mais longa final de Grand Slam de todos os tempos.

Sorrisos e brincadeiras à parte, Djokovic foi direto em seus objetivos para a continuação da temporada.

"Eu aprendi como administrar minha agenda, como me cuidar dentro e fora de quadra, e a me preparar para os maiores eventos. Esse será o caso este ano", disse.

"Vou tentar aprimorar a minha forma para Roland Garros em primeiro lugar, onde quero conquistar o título, e depois vou começar a pensar em Wimbledon e na Olimpíada."

Djokovic atingiu o topo do mundo desbancando dois dos maiores tenistas de todos os tempos, o recordista de títulos do Grand Slam Roger Federer (16 títulos) e Nadal (10 títulos).

Seu domínio em 2011 foi brevemente interrompido por Federer em Roland Garros, quando o suíço acabou com uma série de 41 jogos de invencibilidade do sérvio.

Djokovic nunca passou das semifinais no saibro de Paris e provavelmente terá que vencer Nadal para conquistar o título lá, onde o espanhol sagrou-se campeão em seis dos últimos sete anos.

 
O tenista sérvio Novak Djokovic beija troféu ao receber o prêmio Laureus   REUTERS/Paul Hackett