Queixa de racismo feita por Man City surpreende Porto

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 12:42 BRST
 

PORTO, 17 Fev (Reuters) - O Porto ficou surpreso nesta sexta-feira com a queixa feita pelo Manchester City de que o atacante Mario Balotelli sofreu uma ofensa racista durante o jogo entre as duas equipes na Liga Europa, e disse que nada de anormal aconteceu durante aquela partida.

Um representante do City disse que o clube inglês levou a questão à atenção de autoridades da Uefa, enquanto testemunhas relataram "gritos de macaco" dirigidos ao italiano durante a vitória de seu time por 2 x 1 na rodada de quinta-feira em Portugal.

Os campeões portugueses e os titulares da Liga Europa ficaram surpresos com as acusações.

"O que podemos basicamente dizer é que nada de anormal aconteceu, ninguém percebeu nada estranho, nem mesmo os delegados da Uefa que trabalhavam próximos ao Porto durante o jogo", disse o porta-voz do Porto Rui Cerqueira por telefone.

Ele continuou descrevendo dois gritos dos torcedores do Porto e do City em apoio a seus jogadores respectivos, Hulk e Sergio 'Kun' Aguero, que podiam ter sido confundidos por outros sons.

"Kun, Kun, Kun; Hulk, Hulk, Hulk", disse, mostrando como eram os gritos. "(Esses gritos) podem ser facilmente confundidos com gritos racistas".

Ele também disse que o Porto não tem histórico de racismo.

No entanto, o meio-campista da Costa do Marfim Yaya Toure, que joga no Manchester City, disse ter "escutado algo".

"É por isso que gostamos da Premier League, porque isso nunca acontece ali... talvez em um país diferente eles não esperem jogadores negros", disse ao Sky Sports News.

Racismo é um tópico polêmico no futebol inglês, com Luis Suárez do Liverpool tendo cumprido uma suspensão de oito jogos por ter ofendido de forma racista Patrice Evra do Manchester United e o capitão do Chelsea John Terry enfrentando acusações criminais por supostos comentários que fez a Anton Ferdinand do Queens Park Rangers.

(Reportagem de Daniel Alvarenga em Lisboa e Sonia Oxley em Manchester)