Blatter também se desculpa com Brasil e pede reunião com Dilma

terça-feira, 6 de março de 2012 17:54 BRT
 

SÃO PAULO, 6 Mar (Reuters) - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, enviou carta ao governo brasileiro em que pede desculpas por críticas feitas pelo secretário-geral da entidade à preparação do país para a Copa do Mundo de 2014 e solicita uma reunião com a presidente Dilma Rousseff na semana que vem.

A carta de Blatter, divulgada nesta terça-feira pelo Ministério do Esporte, chega ao governo brasileiro após o próprio Valcke pedir desculpas por críticas à preparação do Brasil para o Mundial, feitas na sexta-feira.

Na ocasião, o secretário-geral da Fifa reclamou do atraso de obras de estádios e disse que os organizadores precisavam levar um "chute no traseiro" para fazer a Copa acontecer.

"Estou extremamente preocupado com relação à deterioração da relação entre a Fifa e o governo brasileiro, uma relação sempre marcada pelo respeito mútuo", afirma Blatter na carta endereçada ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

"Meu único comentário em relação a este assunto (as críticas de Valcke) é pedir desculpas a todos aqueles que tiveram sua honra e orgulho feridos, em especial o governo brasileiro e a presidente Dilma Rousseff."

O presidente da Fifa, no entanto, aproveitou a correspondência para alertar sobre a preparação do Brasil para o Mundial. "O tempo está passando desde 2007", afirma.

"Por isso, não deixemos que conflitos nos façam perder tempo. Ao invés disso, trabalhemos juntos para construir algo maior, como prometido pelo presidente Lula em seu mandato."

O presidente da Fifa encerra a carta pedindo que Aldo marque uma reunião com ele e a presidente Dilma Rousseff, "de preferência na semana que vem".

(Por Eduardo Simões)

 
O presidente da FIFA Joseph Blatter comparece ao Team Seminar no Rio de Janeiro, 29 de julho de 2011. Blatter enviou carta ao governo brasileiro em que pede desculpas por críticas feitas pelo secretário-geral da entidade à preparação do país para a Copa do Mundo de 2014 e solicita uma reunião com a presidente Dilma Rousseff na semana que vem. REUTERS/Ricardo Moraes