Com 5 gols, Messi dá novo sentido ao termo "mão de Deus"

quinta-feira, 8 de março de 2012 11:48 BRT
 

Por Mark Elkington

MADRI, 8 Mar (Reuters) - Lionel Messi conferiu na quarta-feira um novo significado ao termo "mão de Deus" ao marcar o recorde de 5 gols na surra de 7 x 1 que o Barcelona aplicou no Bayer Leverkusen pela Liga dos Campeões.

O atacante argentino sempre enfrentou comparações com o compatriota Diego Maradona, que usou a expressão famosa depois de marcar, com a mão, um dos gols no jogo contra a Inglaterra pela Copa do Mundo de 1986.

"La Manita de Dios" (A mãozinha de Deus) foi nesta quinta-feira a manchete dos jornais esportivos espanhóis Marca e Mundo Deportivo. Na verdade, a imprensa ficou sem adjetivos para expressar sua admiração com o recorde estabelecido pelo franzino jogador de 24 anos.

Cristian Tello, dos juvenis barcelonistas, marcou os outros dois gols da vitória azul-grená. Na soma dos dois resultados, o Barça venceu por 10 x 2, avançando pela quinta vez consecutiva às quartas de final da Liga dos Campeões.

Ao final da partida no Camp Nou, a torcida acenava com a mão aberta, expondo os cinco dedos da "manita", e gritava o nome de Messi.

"Os 75.632 espectadores que viram aquilo ao vivo poderão dizer: 'Eu estive lá'", disse o jornal esportivo AS. "Como quando Wilt Chamberlain marcou 100 pontos em um jogo (da NBA), quando Muhammad Ali derrotou Sonny Liston, ou quando Bob Beamon voou (no salto em distância) na Olimpíada do México."

Comentando o feito de Messi nesta quinta-feira, durante um evento esportivo em Barcelona, o ex-atacante francês Eric Cantona disse que o argentino "retém um entusiasmo quase infantil pelo jogo, e dá para ver que quando ele está jogando diante de milhares de pessoas há momentos em que ele se sente um grande astro".

"Os grandes jogadores são os que retêm a espontaneidade da criança", acrescentou.   Continuação...

 
Lionel Messi, do Barcelona, comemora após gol contra o Bayer Leverkusen durante as quartas de final  da Liga dos Campeões, no estádio Nou Camp, em Barcelona. 07/03/2012  REUTERS/Gustau Nacarino