Nadal nega ter obsessão para acabar com domínio de Djokovic

sexta-feira, 9 de março de 2012 11:58 BRT
 

Por Mark Lamport-Stokes

INDIAN WELLS, Estados Unidos, 9 Mar (Reuters) - O tenista Rafael Nadal perdeu as últimas sete partidas que disputou contra o sérvio Novak Djokovic, número 1 do tênis mundial, mas o espanhol nega estar obcecado por derrotar o sérvio.

O último confronto aconteceu em janeiro, na final do Aberto da Austrália, num duelo épico (5-7, 6-4, 6-2, 6-7, 7-5), que durou quase seis horas e deu o terceiro título do torneio a Djokovic.

Ao longo da carreira, Nadal ainda supera Djokovic (16 vitórias a 14), mas ele sofreu derrotas para o sérvio em todos os tipos de pisos nos últimos sete jogos, sempre em finais.

"Eu sempre digo a mesma coisa, quero melhorar por mim", disse Nadal, número 2 do mundo, a jornalistas na quinta-feira, preparando-se para o torneio ATP Indian Wells no deserto da Califórnia.

"Não quero melhorar para derrotar Novak, para derrotar Roger (Federer) ou para derrotar alguém. Tento fazer o melhor a cada dia para melhorar meu nível no tênis, para ser um jogador melhor a cada dia. E, se isso for suficiente para derrotar Novak, fantástico. Se não, vou continuar trabalhando. Quando acordo toda manhã e vou para a quadra treinar, não penso em Novak. Penso nas coisas que preciso fazer para melhorar, penso em mim mesmo."

Nadal, ganhador de dez títulos do Grand Slam, disse ter sempre mantido a mesma estratégia na sua carreira, antes e depois de superar Federer como melhor tenista do mundo.

"Funcionou bem todo esse tempo, talvez agora não esteja mais funcionando tão bem, mas tomara que sim", disse o canhoto, sorrindo. "Mas esse é o meu jeito, e é o jeito como a minha cabeça funciona."

"Não tenho espírito de vingança. Não tenho espírito de obsessão com outro jogador. Meu espírito é de tentar ser um jogador melhor a cada dia para mim. Essa é a minha satisfação."

 
Rafael Nadal da Espanha observa durante exercícios de preparação para o torneio de tênis Indian Wells ATP, em Indian Wells, Califórnia. 08/03/2012 REUTERS/Danny Moloshok