Novo presidente da CBF diz confiar em comissão técnica e Andrés

quarta-feira, 14 de março de 2012 20:19 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 14 Mar (Reuters) - O novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, garantiu nesta quarta-feira a permanência de Mano Menezes e Andrés Sanchez no comando da seleção brasileira e afirmou que tem apoio das federações para ficar no cargo até o fim do mandato de Ricardo Teixeira, em abril de 2015.

Ao falar da situação de Mano, o dirigente lembrou da necessidade de resultados positivos.

"Sou torcedor também e, como todo brasileiro, quero os melhores resultados e as melhores atuações", disse ele ao site da CBF. "Só que isso agora é muito difícil de conseguir, mas está sendo buscado com competência pelo técnico Mano Menezes e toda a comissão técnica, que têm a minha inteira confiança".

Embora tenha divergências políticas com o diretor de seleções, Andrés Sanchez, desde à época em que Sanchez era presidente do Corinthians e ele tinha ligações com a Federação Paulista de Futebol, Marin fortaleceu o dirigente no cargo.

"O Andrés é um homem de futebol, está no cargo certo, e tem todas as credenciais para fazer um grande trabalho à frente da seleção brasileira", declarou Marin.

Ele assumiu a presidência da CBF na última segunda-feira, depois que Ricardo Teixeira decidiu se afastar definitivamente do cargo que ocupava há 23 anos.

Algumas federações viram com desconfiança a sua chegada à presidência da CBF e argumentaram que a extensão do mandato de Ricardo Teixeira votada pelas entidades filiadas valia apenas para o ex-presidente.

"Só peço a Deus para me dar saúde para que possa terminar o meu mandato, contando com a colaboração de meus parceiros presidentes de federações e clubes para fazer uma grande administração", declarou o novo presidente da CBF, de 79 anos.

Marin disse que já tomou conhecimento da insatisfação de algumas federações, mas afirmou que tem apoio da maioria das 27 unidades filiadas à CBF.

"É natural e perfeitamente democrático que entre 27 federações haja algumas opiniões divergentes, principalmente em relação à interpretação do estatuto", disse ele. "Mas tenho conversado com todos, alguns meus amigos de longa data e outros pelo telefone, já que estão viajando, e posso assegurar que todos estão unidos e convencidos de que temos uma responsabilidade enorme, que é a de conduzir o futebol brasileiro a bom termo", finalizou Marin.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)