Sob pressão, Massa cancela viagem ao Brasil e vai para Maranello

terça-feira, 27 de março de 2012 18:37 BRT
 

27 Mar (Reuters) - Felipe Massa modificou seus planos de viagem e, em vez de embarcar para o Brasil, seguiu para Maranello, onde fica a sede da Ferrari, após não conseguir pontuar nas duas primeiras provas da temporada 2012 da Fórmula 1.

Massa, que não sobe ao pódio desde 2010, terminou em 15o no GP da Malásia de domingo, vencido por seu companheiro de equipe Fernando Alonso. Na semana anterior, ele abandonou o GP da Austrália.

Esses resultados intensificaram os rumores de que Massa poderia ser substituído na Ferrari ainda neste ano, apesar de o chefe da equipe, Stefano Domenicali, ter manifestado apoio público ao brasileiro.

"Eu lembro que há quatro anos, na verdade logo depois de um GP da Malásia, que foi vencido para a gente por Kimi Raikkonen, Felipe estava mais ou menos na mesma situação que hoje", disse Domenicali ao site da Ferrari.

"Os jornais estavam exigindo a substituição imediata dele, e ele conseguiu reagir da melhor forma possível, graças ao apoio da equipe, que o viu ganhar duas das três corridas seguintes."

"Lembramos como aquela temporada em particular terminou, com o brasileiro realmente como campeão mundial, ainda que apenas por alguns segundos, enquanto levávamos o nosso 16º título de construtores."

Ele se referia à temporada de 2008, quando Massa perdeu o título por apenas um ponto para Lewis Hamilton, que na última curva do GP de Brasil ultrapassou Timo Glock e conseguiu o quinto lugar que acabou tirando o campeonato do brasileiro.

O dirigente acrescentou que "Felipe mudou seus planos e, em vez de ir para casa ver sua família no Brasil, ele estará em Maranello amanhã para trabalhar junto com os engenheiros a fim de analisar calmamente tudo que aconteceu nessas últimas duas corridas, tentando identificar por que ele não foi capaz de entregar o que é capaz".

"Esse é o espírito correto, e estamos aqui, prontos para ajudá-lo", acrescentou.

A próxima corrida será o GP da China, em, 15 de abril.

(Reportagem de Alan Baldwin em Londres)