Aldo diz que país precisa melhorar telecomunicações até a Copa

quarta-feira, 28 de março de 2012 18:25 BRT
 

BRASÍLIA, 28 Mar (Reuters) - A má qualidade dos serviços de telecomunicações foi citada pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo, nesta quarta-feira, como um dos principais problemas a serem enfrentados pelo país para a realização da Copa do Mundo de 2014.

"Evidente que nós não temos hoje nessa área um serviço satisfatório. Não há um serviço de qualidade, mas o governo brasileiro vai assegurar que até a Copa do Mundo de 2014 tenhamos um sistema de telecomunições instalado", afirmou o ministro durante audiência da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados.

O ministro disse ainda que não tinha sido informado da mudança promovida pela Fifa na organização da Copa do Mundo, incluindo todo seu comitê executivo no órgão organizador do evento.

"Eu vou analisar com prudência e mais tempo para me pronunciar sobre isso", limitou-se a dizer o ministro quando questionado sobre a mudança pelo deputado Romário (PSB-RJ).

Rebelo comentou que aceita e responde a críticas ao país na organização da competição, mas não compartilha do sentimento de pessimismo sobre a capacidade do Brasil.

"Eu separo esse direito e exercício próprio da democracia (que é a crítica) de outro sentimento do qual não partilho que é o sentimento da descrença, do pessimismo diante das nossas possibilidades", afirmou.

Ele rebateu uma crítica recorrente sobre a construção de estádios em cidades que depois da Copa do Mundo terão poucos jogos de futebol para abrigar, ou pouco uso para outras atividades, transformando-os em obras conhecidas como "elefantes brancos".

"Não temos elefantes no Brasil, nem brancos e nem pardos...Acham que uma construtora ia pegar 400 milhões de reais no BNDES e ter prejuízo?", questionou Rebelo.

Na avaliação dele, o eixo Rio-São Paulo absorve atualmente quase todos os eventos de negócios e shows internacionais e, por isso, a construção de arenas em outros lugares do país contribuirá para uma mudança dessa rotina.   Continuação...