Blatter: Fifa precisa de ação e não palavras contra corrupção

quinta-feira, 29 de março de 2012 17:36 BRT
 

BERNA, 29 Mar (Reuters) - Enquanto o presidente do comitê executivo da Fifa se prepara para receber na sexta-feira um relatório sobre o combate à corrupção no futebol, o presidente da federação internacional, Joseph Blatter, disse que o problema exige ação, e não meras palavras.

Mark Pieth, professor do Instituto de Governo da Basileia, produziu um relatório sobre o "modus operandi" da Fifa, como parte de um esforço para reformar a entidade que comanda o futebol mundial, após uma série de escândalos de corrupção.

""Ansioso por nossa reunião do ExCo (comitê executivo)", disse Blatter no Twitter nesta quinta-feira. "Satisfeito por ver minhas principais ideias de reformas no relatório de Mark Pieth."

"Salientei como melhorar a governança da Fifa desde o começo do ano passado. Não só palavras, mas ações. Espero que os colegas do ExCo partilhem do meu entusiasmo pela reforma."

Blatter tem recentemente buscado se distanciar dos demais membros do comitê executivo, alegando que eles são escolhidos por suas respectivas confederações continentais, e que ele não tem poder de ordenar as reformas.

Pieth, que comanda um comitê de 13 integrantes criado no ano passado para rever as normas da Fifa, já sugeriu um limite ao mandato dos dirigentes, além de "diligências regulares" sobre eles.

Blatter vai conceder entrevista coletiva depois da reunião do comitê, que também receberá o relatório de Claudio Sulser, chefe de outra comissão encarregada de fortalecer o comitê de ética da Fifa.

Escândalos de corrupção fizeram o comitê executivo perder cinco integrantes nos últimos dois anos.

Quatro deles envolvidos em suspeitas de compra de votos na escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022 e na eleição para a presidência da Fifa no ano passado.

O quinto integrante a deixar o comitê, neste mês, foi o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, que alegou motivos pessoais para se afastar, embora seja alvo de diversas denúncias.

(Reportagem de Brian Homewood)