30 de Março de 2012 / às 23:53 / 5 anos atrás

Fifa aprova reforma do comitê de ética; outras medidas esperam

Por Brian Homewood

ZURIQUE, 30 Mar (Reuters) - Após ser assolada por uma série de casos de corrupção, a Fifa aprovou nesta sexta-feira um plano que dá mais poderes à sua comissão de ética, mas outras reformas sugeridas por um especialista em governança independente foram deixadas em suspenso.

O comitê executivo da Fifa aprovou a divisão da comissão de ética em dois comitês diferentes -um para investigar cartolas suspeitos de corrupção, outro para julgá-los. Também autorizou que os candidatos a certos cargos na Fifa sejam avaliados.

Mas, em nota, a entidade disse que as outras questões “serão mais discutidas” conforme um cronograma, possivelmente depois do congresso anual de maio, em Budapeste.

Tais questões incluem a composição do comitê executivo, a representação adicional dada às federações britânicas e o polêmico processo de escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022, que serão respectivamente na Rússia e no Qatar.

As propostas de limitar os mandatos do presidente e dos membros do comitê executivo a dois mandatos de quatro anos também terá de esperar.

O presidente Joseph Blatter disse que as duas medidas aprovadas -mas que ainda precisam ser referendadas no Congresso da Fifa- marcam “um dia histórico no processo de reformas” da entidade.

“Posso dizer que o comitê executivo aprovou por unanimidade essa nova abordagem nos nossos esforços por mais transparência, integridade e também na luta contra todos os demônios que estão na nossa sociedade, e que também tocam os nossos jogos”, acrescentou.

A entidade Transparência Internacional disse que as medidas ainda são insuficientes. “A Fifa... não conseguiu hoje levar adiante uma reforma de governança abrangente nem passar um forte sinal de que eles estão comprometidos com a mudança”, disse em nota a organização, com sede em Berlim.

Blatter disse que a reforma do comitê de ética foi um dos principais pontos defendidos por Mark Pieth, professor do Instituto de Governança da Basileia, que comanda uma comissão de 13 integrantes criada no ano passado para supervisionar reformas na administração da Fifa.

O relatório de Pieth fez duras críticas à maneira como a Fifa lidou com casos recentes de corrupção na escolha das sedes da Copa e na eleição para a presidência da entidade no ano passado, em que o dirigente Mohamed Bin Hammam foi banido do futebol por suspeita de compra de votos.

“Claramente, os procedimentos existentes são insuficientes para enfrentar os desafios de uma grande organização esportiva global. Isso levou a reações insatisfatórias às persistentes alegações”, disse o relatório.

“Em alguns casos, as acusações foram insuficientemente investigadas, e, onde foram impostas sanções, elas às vezes foram insuficientes e claramente não-convincentes.”

Pieth também recomendou uma urgente revisão na forma de escolha das sedes dos torneios, nas decisões de marketing e na distribuição de verbas para programas de desenvolvimento do futebol.

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