3 de Abril de 2012 / às 20:20 / 5 anos atrás

Brasil e Argentina jogarão superclássico em setembro e outubro

RIO DE JANEIRO, 3 Abr (Reuters) - O superclássico das Américas entre Brasil e Argentina vai acontecer entre setembro e outubro deste ano, com o primeiro jogo em Goiânia e o segundo na cidade argentina de Resistência, segundo os organizadores do evento e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

A partida de ida, no estádio Serra Dourada, acontecerá em 19 de setembro e a de volta, no dia 3 de outubro.

"Goiânia tem um belo estádio diante dessa carência de estádios se preparando para a Copa do Mundo", disse Kléber Leite, um dos representantes da empresa de promoção do evento, nesta terça-feira.

No ano passado, quando o duelo foi reeditado, os jogos aconteceram em Córdoba e Belém, e o Brasil venceu o confronto. Houve empate na Argentina em 0 x 0 e no Brasil a seleção de Mano Menezes ganhou por 2 x 0.

"É uma rivalidade e o encontro é sempre atrativo. Ficou definido com a CBF para que o jogo aqui seja em Goiânia. Este ano a decisão fica para a Argentina. Sempre haverá um rodízio", declarou Leite.

O confronto prevê que os técnicos do Brasil e Argentina possam chamar atletas que atuam em casa e no país vizinho para os dois jogos.

REUNIÃO NA CBF

O novo presidente da CBF, José Maria Marin, teve um encontro nesta terça-feira com presidentes de federações estaduais consideradas contrárias ao seu comando, as chamadas "rebeldes", que reivindicam uma divisão de forças dentro da entidade.

Segundo os presidentes das federações de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia, há uma "paulistização" da entidade desde a chegada de Marin, em 12 de março, quando ele substituiu Ricardo Teixeira, que renunciou ao cargo.

O presidente da federação gaúcha, Francisco Novelleto, disse que Marin foi alertado para a necessidade de divisão de poderes e reclamou mais uma vez da força do presidente da federação paulista, Marco Polo del Nero, de quem o novo presidente da CBF é muito próximo.

"Basicamente o que reivindicamos é o maior equilíbrio político entre as federações. Hoje está concentrado muito em uma federação, a paulista. Praticamente todos os cargos na CBF são ligados a São Paulo", disse o dirigente gaúcho.

Segundo Novelleto, Marin poderia mudar alguns cargos na entidade para acalmar os rebeldes e contemplar o desejo desses presidentes. "Acho que pode sim. Para haver melhor entendimento seria melhor isso acontecer."

O presidente da federação de Minas Gerais, Paulo Schettino, concorda. "Pedimos que todas as federações tenham o mesmo peso na CBF", disse.

A divergência entre rebeldes e a situação pode se agravar caso o presidente da federação paulista decida se candidatar ao cargo de vice-presidente da região Sudeste, vaga deixada por Marin ao assumir a presidência da CBF.

Pelo estatuto da entidade, em caso de licença temporária do presidente, o mandatário pode escolher um dos 5 vice-presidentes regionais. Se a saída for definitiva, o vice mais velho assume a presidência, e neste caso seria Del Nero, que foi escolhido para o lugar de Teixeira no comitê executivo da Fifa.

"O Marco Polo deve se candidatar, mas nós entendemos que pelo rodízio deveria ser a vez da federação do Rio de Janeiro", declarou o dirigente gaúcho.

No próximo dia 18 acontecerá na sede da CBF uma assembleia com os representantes das federações.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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