Melhoria em infraestrutura não pode visar só a Copa, diz Aldo

terça-feira, 10 de abril de 2012 14:20 BRT
 

BRASÍLIA, 10 Abr (Reuters) - O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, voltou a usar o Carnaval como garantia de êxito na realização da Copa do Mundo de 2014 e rebateu críticas, nesta terça-feira, aos preparativos de infraestrutura para o torneio, dizendo que os investimentos não podem ser feitos visando somente as necessidades do evento.

O Brasil tem enfrentado críticas em relação às obras de mobilidade urbana, aeroportos, hotelaria e telecomunicações para o Mundial, que deverá atrair cerca de 600 mil turistas estrangeiros.

"Hotel não é igual a carro alegórico, que se constrói para uma ocasião e recolhe para o barracão", disse o ministro durante audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte no Senado.

Aldo tem usado o Carnaval como exemplo da capacidade do Brasil de receber um grande evento, e diz que a festa atende, sem grandes problemas, demanda similar à esperada para a Copa.

O setor hoteleiro, um dos alvos de críticas feitas ao país, é uma preocupação da Fifa devido ao déficit de leitos detectado pela federação internacional em praticamente todas as cidades-sede. O governo federal prometeu investir até 1 bilhão de reais na construção, reforma e modernização de hotéis para a Copa.

Ao contrário das obras estruturais, a preparação dos estádios caminha dentro do cronograma, segundo relatório do governo federal divulgado na semana passada. Dos 12 estádios que receberão jogos do Mundial, cinco já chegaram a 50 por cento das obras.

Os estádios mais atrasados são o de Porto Alegre, com 20 por cento dos trabalhos realizados, e o de Natal, com 20,56 por cento.

"Os atrasos são, do ponto de vista cronológico, muito desprezíveis. Não há atraso significativo nem no Beira-Rio. É possível recuperar sem maiores transtornos", disse.

O ministro ainda voltou a negar que o evento deixará um legado de "elefantes brancos". As arenas do Mundial estão sendo construídas do nada ou passando por reformas completas para a competição, mesmo em cidades sem expressão no futebol nacional como Manaus e Cuiabá.

(Reportagem de Hugo Bachega)