Dirigentes confirmam prova da F1 no Barein

sexta-feira, 13 de abril de 2012 09:32 BRT
 

Por Alan Baldwin

XANGAI, 13 Abr (Reuters) - Os dirigentes da Fórmula 1 confirmaram nesta sexta-feira a realização do GP do Barein na semana que vem, apesar das preocupações com a segurança e dos pedidos de ativistas antigoverno pelo cancelamento da corrida.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) disse em nota que a corrida foi confirmada após consulta a diplomatas e "especialistas independentes". No ano passado, a prova foi inicialmente adiada, e depois cancelada, por causa da violenta repressão a protestos pró-democracia.

A violência no pequeno reino árabe prossegue, mas o dirigente comercial da F1, Bernie Ecclestone, disse a jornalistas após reunião com as 12 equipes em Xangai, onde acontece o GP da China no fim de semana, que a prova está "200 por cento" confirmada.

"Todas as equipes estão felizes por estarem lá. Não há nada acontecendo. Conheço gente que mora lá, e está tudo muito tranquilo e pacífico", disse.

Horas antes de Ecclestone dizer isso, uma explosão danificou dois carros em Manama, a capital do Barein. A TV Al Arabiya disse que a explosão foi causada por uma bomba de gás atirada entre veículos em uma rua. Na segunda-feira, uma bomba caseira feriu sete policiais, três deles gravemente, durante um protesto perto da capital.

Christian Horner, diretor da equipe Red Bull, atual campeã, evitou dizer se a equipe estava satisfeita por correr no Barein, mas disse que respeitaria a posição da FIA.

"Acho que está claro. A confusão era pela incerteza, então acho que todos aqui no paddock agora têm claro que haverá uma corrida no Barein na semana que vem", afirmou ele a jornalistas.

Os responsáveis pelo Circuito Internacional do Barein comemoraram a decisão, dizendo-se pronto para a prova. "O CIB tem deixado claro nas últimas semanas e meses que a situação de segurança no Barein é adequada à realização de um grande evento esportivo", disse a entidade em nota.

A prova no circuito de Sakhir atraiu na sua edição de 2010 um total de 100 mil visitantes, que gastaram meio bilhão de dólares no pequeno país.