Taça da maratona olímpica de 1896 quebra recorde em leilão

quarta-feira, 18 de abril de 2012 13:58 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES, 18 Abr (Reuters) - A taça de prata entregue ao vencedor da maratona nos primeiros Jogos Olímpicos modernos, em Atenas-1896, foi vendida por 541.250 libras (860.000 dólares) em Londres nesta quarta-feira, quebrando o recorde de leilão para itens olímpicos.

A taça de prata Breal tem apenas seis polegadas de altura e foi colocada à venda na casa de leilões Christie's pelo neto do atleta grego vencedor da prova, Spyros Louis.

O neto, que tem o mesmo nome do avô, disse que o preço final pago por um comprador anônimo por telefone foi além do que ele poderia ter imaginado.

"No fundo eu espero que a taça permaneça na Grécia, mas não importa aonde ela vá, ela vai sempre representar a glória do meu país, e não tenho dúvida de que o novo proprietário irá apreciá-la como temos feito", afirmou Louis em um comunicado.

De acordo com a Christie's, havia seis candidatos para o item, que quebrou o recorde anterior em leilões para artefatos olímpicos.

O recorde anterior era de abril de 2011, quando uma tocha olímpica dos Jogos de 1952, realizados em Helsinque, foi vendida em um leilão em Paris pelo equivalente a 400.000 dólares.

"É difícil acreditar que esse pequeno troféu represente tanto na história esportiva e olímpica", disseram Nicolette Tomkinson e Sophie Churcher, da Christie's, em uma declaração conjunta.

O item foi vendido no dia que a Grã-Bretanha iniciou a contagem regressiva dos 100 dias para os Jogos Olímpicos de Londres de 2012.

A taça recebeu o nome em homenagem a Michel Breal, o filólogo francês que inventou a maratona dos homens como parte dos Jogos de 1896.

 
Funcionária da Christie Georgia Spray posa para foto com a taça de prata Breal. A taça de prata entregue ao vencedor da maratona nos primeiros Jogos Olímpicos modernos, em Atenas-1896, foi vendida por 541.250 libras (860.000 dólares) em Londres nesta quarta-feira, quebrando o recorde de leilão para itens olímpicos. 17/04/2012   REUTERS/Suzanne Plunkett