April 19, 2012 / 1:57 PM / in 5 years

Ataque com coquetel molotov aumenta tensão no GP do Barein

2 Min, DE LEITURA

Zaynab, filha do ativista de direitos humanos Abdulhadi al-Khawaja, do Bahrein, faz o sinal de vitória em direção a polícia durante uma manifestação anti-governo para exigir sua libertação, em Manama. As preocupações com a segurança no Grande Prêmio de Fórmula 1 do Barein, que será realizado no domingo, aumentaram depois de um ataque com bomba. 18/04/2012Ahmed Jadallah

Por Alan Baldwin

MANAMA, 19 Abr (Reuters) - As preocupações com a segurança no Grande Prêmio de Fórmula 1 do Barein, que será realizado no domingo, aumentaram nesta quinta-feira depois que uma bomba incendiária foi jogada perto de membros da equipe Force India e a polícia lançou gás lacrimogêneo e fez disparos para dispersar manifestações contra o governo.

Dois funcionários da equipe Force India de Fórmula 1 deixaram o Barein por se sentirem inseguros no país, disse um porta-voz nesta quinta-feira. Os pilotos da equipe são o alemão Nico Hulkenberg e o britânico Paul Di Resta.

Manifestantes contrários à monarquia muçulmana sunita do país árabe pararam o trânsito e detonaram uma bomba caseira, sem deixar feridos. O país é governado por uma dinastia sunita, mas a grande maioria da população é xiita e se queixa de discriminação.

A administração do GP do Barein afirmou que quatro membros da equipe Force India que viajavam entre a capital, Manama, e o circuito passaram por um "incidente isolado envolvendo um punhado de manifestantes ilegais agindo violentamente contra a polícia". "Durante esse incidente um coquetel molotov caiu nas proximidades do veículo deles", diz um comunicado.

Novos protestos estão programados para os próximos dias, inclusive um perto do circuito, segundo a embaixada dos EUA.

Em outra baixa para o fim de semana automobilístico no Barein, a equipe MRS alegou preocupações com a segurança e desistiu de participar da prova de abertura da temporada da categoria auxiliar Porsche SuperCup.

Embora correspondentes internacionais da área de esportes estejam no Barein para a cobertura da corrida, repórteres de outros setores, da Reuters e outros órgãos de mídia, não receberam vistos de entrada no país.

O Barein convive há mais de um ano com protestos que são parte da chamada Primavera Árabe, e que levaram ao cancelamento do GP da Fórmula 1 no ano passado. A prova deste ano só foi confirmada na semana passada.

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