Príncipe do Barein diz que GP deve acontecer como previsto

sexta-feira, 20 de abril de 2012 16:51 BRT
 

Por Alan Baldwin

MANAMA, 20 Abr (Reuters) - O cancelamento do Grande Prêmio do Barein no domingo só iria "fortalecer os extremistas", disse o príncipe herdeiro do país a repórteres nesta sexta-feira, após violentos protestos pró-democracia para impor "dias de fúria" durante o evento.

Falando à imprensa no circuito de Sakhir, ao lado do chefe comercial da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, e na frente de equipes de televisão transmitindo ao vivo para os seus países, o príncipe Salman deixou claro que os pedidos para que a corrida fosse suspensa seriam ignorados.

"Acho que cancelar a corrida apenas fortaleceria os extremistas", afirmou.

O governo pretende usar o Grande Prêmio como uma forma de mostrar que a vida está de volta ao normal após um movimento pró-democracia ter lançado uma revolta inspirada na Primavera Árabe no ano passado. Os protestos foram inicialmente reprimidos, mas não foram eliminados, e manifestações e confrontos são frequentes.

"Para aqueles que tentam encontrar uma saída para este problema político, realizar a corrida nos permite construir pontes entre comunidades, fazer as pessoas trabalhar em conjunto. Permite-nos celebrar a nossa nação. É uma idéia que é positiva, não divisiva."

O príncipe fez os comentários após duas das 12 equipes terem dito que seus membros haviam visto manifestantes e bombas de gasolina no caminho de volta da pista para os hotéis em Manama.

A equipe Force India perdeu a segunda sessão de treinos de sexta-feira por razões de segurança, para que sua equipe pudesse voltar para os seus hotéis com segurança antes do anoitecer.

 
O chefe comercial da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, (segundo à direita) caminha com o príncipe do Barein, Hamad al-Khalifa (esquerda) e uma delegação do governo após a segunda sessão de trino do Grande Prêmio de Barein no circuito de Sakhir, em Manama, 20 de abril de 2012. REUTERS/Ahmed Jadallah