20 de Abril de 2012 / às 21:58 / 5 anos atrás

Marin afirma que permanência de Mano independe do ouro olímpico

RIO DE JANEIRO, 20 Abr (Reuters) - A presença do técnico Mano Menezes no comando da seleção brasileira rumo à Copa do Mundo de 2014 independe da conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, segundo o presidente da CBF, José Maria Marin.

"Temos que ter bom senso. Não é exigência para a permanência dele o Brasil ser campeão", disse Marin a jornalistas nesta sexta-feira. "Não é condição sine qua non", acrescentou.

O novo presidente da CBF chegou a dizer em duas entrevistas anteriores que o futuro "a Deus pertence" ao ser questionado sobre a permanência do treinador em caso de fracasso do Brasil em Londres.

O Brasil, que jamais ganhou o ouro olímpico, deve disputar a competição de julho com a base do time que provavelmente estará na Copa de 2014, incluindo Neymar, Ganso, Leandro Damião e Lucas, além de três jogadores acima de 23 anos.

Essa semana, Marin disse que vai solicitar a Mano Menezes conhecer a lista de 18 convocados para a Olimpíada dias antes da divulgação. Segundo ele, isso não representa uma interferência no trabalho do técnico.

"Jamais vou interferir numa convocação ou escalação de uma seleção, mas tenho a obrigação de fazer cobrança, senão serei omisso porque todos estão me cobrando", declarou o dirigente. "Não desejo vetar ninguém, mas acho normal ter a lista antes. A medalha de ouro vai dar um grande impulso à seleção."

DISCIPLINA NOS CAMPOS

O presidente da CBF anunciou que vai tentar a partir do Campeonato Brasileiro deste ano disciplinar a participação da imprensa no jogos. A ideia é utilizar práticas semelhantes às adotadas pela Fifa em partidas internacionais.

Diferentemente de outros países, no Brasil, além dos repórteres da TV detentora dos direitos de transmissão, jornalistas de rádio também têm acesso ao gramado para realizar entrevistas antes e depois dos jogos e nos intervalos.

Segundo fontes na CBF, a proposta é proibir a entrada de qualquer jornalista dentro das quatro linhas e continuar a permitir o acesso ao gramado. Uma das ideias é criar uma espécie de zona mista dentro do gramado para disciplinar o acesso de repórteres a jogadores e treinadores.

"Vamos colocar ordem no gramado como acontece em uma Copa do Mundo. Não vamos discriminar ninguém", declarou Marin.

O dirigente confirmou ainda que no Campeonato Brasileiro de 2012 serão utilizados árbitros atrás dos gols para auxiliar bandeiras e árbitro principal. O teste vem sendo feito nos campeonatos do Rio de Janeiro e de São Paulo e foi autorizado pela Fifa.

O presidente da entidade anunciou Edson Rezende e Aristeu Leonardo como corregedor e ouvidor da CBF, respectivamente, no departamento de arbitragem a partir de agora. A CBF também investirá cerca de 2 milhões de reais na compra de aparelhos de comunicação para os árbitros usarem no próximo Brasileiro.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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