23 de Abril de 2012 / às 21:43 / 5 anos atrás

Felipe França emagrece e segue cartilha para levar ouro olímpico

Felipe França comemora ao vencer os 50 metros peito no Mundial de Xangai, em julho de 2011. Foto de arquivo.Bobby Yip

Por Tatiana Ramil

SÃO PAULO, 23 Abr (Reuters) - Campeão mundial nos 50 metros peito em 2011, Felipe França emagreceu sete quilos desde julho e segue à risca uma rotina de treinamento, registrada em um "papel", para conquistar a medalha de ouro nos 100 m peito nos Jogos Olímpicos de Londres.

O nadador brasileiro treina principalmente a passagem e a velocidade da volta dos 100 m. O objetivo é baixar o número de braçadas e reservar forças para a reta final da prova.

"Se eu conseguir seguir direitinho o que está no papel, dá para ser campeão olímpico", disse ele a jornalistas, explicando que no final da sua cartilha está escrito "medalha de ouro".

"É um treinamento específico para minha volta que a gente trabalha bastante para economizar o máximo de energia na passagem porque eu tenho uma força mental e física que os adversários não têm", disse.

"Estou trabalhando muito nisso e tenho grandes expectativas dentro desta preparação para os últimos 15 metros", completou.

França tem um biotipo diferente dos outros nadadores. Com 1,86 m, afirmou estar pesando de 97 a 98 quilos, sete a oito quilos a menos do que tinha na metade do ano passado, quando ganhou no Mundial de Xangai os 50 m peito, prova que não é olímpica.

DIETA

Para ganhar os 100 m peito em Londres, ele tirou de seu cardápio as "besteiras, como bala e bolo de chocolate, e reeducou" seus hábitos alimentares, eliminando gordura, mas sem perder massa muscular, seu ponto forte.

Antes da Olimpíada, no final de 27 de julho, o nadador, que completa 25 anos no dia 14 de maio, pretende perder mais um quilo. Segundo ele, as chances de vencer são altas.

"Não quero ser grosso, mas meu único adversário é minha mente. Já participei de provas com campeões olímpicos e mundiais e já ganhei deles não tendo forma física nenhuma de atleta, principalmente de nadador -tinha 25 quilos a mais que eles- e vi que eu posso", declarou França, sem manifestar preocupação com os rivais.

"Não me importo com o que outros atletas estão fazendo, senão perco meu foco", explicou o medalhista de prata nos 50 m peito no Mundial de 2009, em Roma.

Atleta do clube Pinheiros, França está treinando em Campinas, interior de São Paulo, e concentrado -mas não isolado, como gosta de ressaltar- para ser campeão olímpico.

Ele garante que está executando na piscina exatamente o que está planejado no papel e disse que não será uma surpresa se conseguir bater o recorde mundial dos 50 m e 100 m peito no Troféu Maria Lenk, esta semana, no Rio de Janeiro, seletiva que vai confirmar os nomes da natação brasileira para a Olimpíada.

"Dentro dos meus treinamentos é uma possibilidade (o recorde mundial). Quanto mais oportunidades para bater o recorde mundial, melhor", afirmou ele, que tem o campeão olímpico e mundial Cesar Cielo como ídolo no esporte.

Por estar à frente de seus rivais nacionais, França acredita que não terá problemas para ratificar sua vaga em Londres no Maria Lenk.

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