25 de Abril de 2012 / às 19:18 / 5 anos atrás

Vôlei feminino vê rivais em evolução e dificuldades para Londres

Paula Pequeno (4) comemora após vitória do Brasil na final da Olimpíada de Pequim contra os EUA em 23 de agosto de 2008.Alexander Demianchuk (CHINA)

Por Tatiana Ramil

SÃO PAULO, 25 Abr (Reuters) - Atual campeã olímpica, a seleção brasileira de vôlei feminino enfrentará dificuldades em Londres como a evolução das adversárias, o calendário apertado até a competição e o fato de ser "a equipe a ser batida", avaliaram as jogadoras Paula Pequeno e Jaqueline.

"Há quatro anos a gente teve um tempo maior para descansar e depois começar a treinar e agora não, então cada uma tem que mostrar superação, porque vai ser bem apertado nosso calendário", disse Jaqueline a jornalistas.

Ela contou que se apresentou à seleção para treinamentos somente três dias depois da final da Superliga, na semana passada, o que ocorreu também com várias outras atletas do time comandado por José Roberto Guimarães.

O Brasil não terá o mesmo tempo de preparação que teve para Pequim-2008, porque não se classificou para a Olimpíada durante a Copa do Mundo do ano passado ao terminar o torneio na 5a colocação -os três primeiros garantiram vaga em Londres- e disputa agora o Pré-Olímpico Sul-Americano na cidade paulista de São Carlos, de 9 a 13 de maio. Somente o primeiro colocado se classifica.

Paula Pequeno, um dos destaques da equipe medalhista de ouro em Pequim, afirmou que "não passa pela cabeça" ficar de fora da Olimpíada. Se não conseguir a vaga em maio, o time ainda tem mais uma chance, no Pré-Olímpico mundial, mas com adversários mais difíceis que os sul-americanos.

"Que a gente aproveite essa chance para conseguir a vaga sem mais desgaste, o que a gente menos precisa agora é desgaste. Estamos nessa maratona justamente por causa do Pré-Olímpico", declarou Paula.

"EQUIPE A SER BATIDA"

A ponteira acredita que existem pelo menos sete seleções em condições de brigar pelo título olímpico -Estados Unidos, Rússia, Cuba, China, Itália, Sérvia e Brasil.

"Todos os times virão bem, fortemente munidos na parte física, técnica, tática. Todo mundo vai estar no seu ideal, então tem que ter muito cuidado e estar muito atento", disse Paula em evento na semana passada, na cidade de São Paulo.

"Essa (Olimpíada) vai ser muito difícil, primeiro porque a gente tem a missão de manter a vitória, e segundo porque as equipes evoluíram bastante. Há meninas super jovens que estão conseguindo jogar com uma eficiência muito grande", disse.

"O mais importante é não menosprezar, não tentar adivinhar como os outros times vão estar e se preparar o melhor possível", completou ela.

Para Jaqueline, a seleção brasileira "vai ser a equipe a ser batida, mas temos que manter nossa tranquilidade porque vamos dar muito trabalho às outras equipes também".

As duas jogadoras ressaltaram que, embora o Brasil tenha perdido atletas importantes, como a levantadora Fofão, que se aposentou da seleção, o time está mais experiente agora.

"Tivemos algumas perdas importantes, mas ao mesmo tempo a base foi mantida, então estamos mais experientes, e as meninas novas vêm muito talentosas, muito esforçadas e se integraram bem", afirmou Paula.

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