Vôlei feminino vê rivais em evolução e dificuldades para Londres

quarta-feira, 25 de abril de 2012 19:34 BRT
 

Por Tatiana Ramil

SÃO PAULO, 25 Abr (Reuters) - Atual campeã olímpica, a seleção brasileira de vôlei feminino enfrentará dificuldades em Londres como a evolução das adversárias, o calendário apertado até a competição e o fato de ser "a equipe a ser batida", avaliaram as jogadoras Paula Pequeno e Jaqueline.

"Há quatro anos a gente teve um tempo maior para descansar e depois começar a treinar e agora não, então cada uma tem que mostrar superação, porque vai ser bem apertado nosso calendário", disse Jaqueline a jornalistas.

Ela contou que se apresentou à seleção para treinamentos somente três dias depois da final da Superliga, na semana passada, o que ocorreu também com várias outras atletas do time comandado por José Roberto Guimarães.

O Brasil não terá o mesmo tempo de preparação que teve para Pequim-2008, porque não se classificou para a Olimpíada durante a Copa do Mundo do ano passado ao terminar o torneio na 5a colocação -os três primeiros garantiram vaga em Londres- e disputa agora o Pré-Olímpico Sul-Americano na cidade paulista de São Carlos, de 9 a 13 de maio. Somente o primeiro colocado se classifica.

Paula Pequeno, um dos destaques da equipe medalhista de ouro em Pequim, afirmou que "não passa pela cabeça" ficar de fora da Olimpíada. Se não conseguir a vaga em maio, o time ainda tem mais uma chance, no Pré-Olímpico mundial, mas com adversários mais difíceis que os sul-americanos.

"Que a gente aproveite essa chance para conseguir a vaga sem mais desgaste, o que a gente menos precisa agora é desgaste. Estamos nessa maratona justamente por causa do Pré-Olímpico", declarou Paula.

"EQUIPE A SER BATIDA"

A ponteira acredita que existem pelo menos sete seleções em condições de brigar pelo título olímpico -Estados Unidos, Rússia, Cuba, China, Itália, Sérvia e Brasil.   Continuação...

 
Paula Pequeno (4) comemora após vitória do Brasil na final da Olimpíada de Pequim contra os EUA em 23 de agosto de 2008. REUTERS/Alexander Demianchuk (CHINA)