Jogadores da Alemanha visitam Auschwitz antes da Euro 2012

sexta-feira, 1 de junho de 2012 18:21 BRT
 

Por Wojciech Zurawski

OSWIECIM, Polônia, 1 Jun (Reuters) - Um grupo de jogadores alemães liderados pelo técnico Joachim Loew fez uma peregrinação sombria no antigo campo de concentração de Auschwitz sob forte chuva nesta sexta-feira, prestando uma homenagem às vítimas do Holocausto antes da Euro 2012.

Loew, o capitão Philipp Lahm e os jogadores de origem polonesa Miroslav Klose e Lukas Podolski se juntaram a membros da federação de futebol da Alemanha ao adentrarem no campo de concentração passando pelo infame portão "Arbeit macht frei" (O trabalho liberta o homem).

Muitos dos 1,5 milhão de prisioneiros, a maioria judeus, que acabaram morrendo no local de extermínio nazista cruzaram o mesmo portão durante a Segunda Guerra Mundial.

Os membros do grupo de futebol não falaram com a imprensa, mas em um recado deixado no livro de visitantes do museu, eles escreveram: "Para o futebol também, Auschwitz representa um tributo silencioso e, acima de tudo, uma obrigação de falar."

"Para falar sobre essa história infinitamente triste e cheia de ódio e da mensagem que ela envia."

Durante uma visita sem chamar muito atenção, os jogadores e membros da federação, vestindo casacos escuros que combinavam com o clima frio e com suas expressões sombrias, visitaram as ruínas do antigo campo nazista, incluindo a câmara de gás e barracas de madeira que abrigavam os presos.

O grupo, então, passou pelas plataformas ferroviárias utilizadas para descarregar os presos trancados em vagões de gado com destino a uma morte quase certa, e acendeu 22 velas em honra das principais nacionalidades cujos membros morreram lá.

Eles também atravessaram uma parte dedicada às mulheres do campo em Auschwitz II, ou Birkenau, uma maior extensão do local principal adicionada quando o Holocausto nazista estava em pleno andamento.   Continuação...

 
O técnico da seleção da Alemanha, Joachim Lowe (esquerda) planta uma vela à memória das vítimas do passado campo de concentração nazista em Auschwitz, 1º de junho de 2012. REUTERS/Markus Gilliar/Pool