Venda de ingressos para Jogos de Londres apresenta desaceleração

sexta-feira, 8 de junho de 2012 16:42 BRT
 

Por Avril Ormsby

LONDRES, 8 Jun (Reuters) - Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Londres foram aconselhados a não fazer uma promoção de venda rápida de ingressos antes das Olimpíadas do mês que vem depois do fracasso da última iniciativa do gênero, em meio aos temores de que o público britânico esteja desconfiado de um processo polêmico.

O comitê organizador das Olimpíadas de Londres (Locog) se acostumou a colocar o aviso de "esgotado" minutos depois de colocar à venda um lote de ingressos.

Até agora, foram vendidos 7 milhões do total de 8,8 milhões de ingressos para os jogos, além de cerca de metade dos 2,45 milhões de ingressos dos Jogos Paraolímpicos, em um processo iniciado no ano passado.

Mas a combinação de um sistema de vendas online complexo e difícil, que parece incapaz de atender a demanda gigantesca e parece voltado àqueles preparados a gastar milhares de libras em ingressos, deixou o público cada vez mais desconfiado.

Cerca de um quarto dos 928 mil ingressos colocados à venda no mês passado encalhou, incluindo para esportes populares como vôlei de praia e boxe.

"Como um parceiro abusado, eu voltei apenas para levar mais um golpe direto na cara", disse um usuário do Twitter na sexta-feira, após tentativas de se logar depois de um lote de 43 mil ingressos ter sido colocado à venda.

A Locog está diante da perspectiva de alguns estádios não lotarem, algo que estava determinada a evitar depois do que aconteceu em Pequim em 2008.

"Deveria haver uma promoção? Não acho que exista nenhuma razão para fazer uma promoção agora", disse Peter Vlachos, especialista em marketing, eventos e turismo da Escola de Negócios da Universidade de Greenwich.

"Deveria haver uma estratégia por trás do lançamento."

O marketing inicial da Locog foi um grande sucesso, com 1,8 milhão de pessoas na Grã-Bretanha e na União Europeia apresentando 22 milhões de inscrições nas primeiras rodadas, apesar da desaceleração econômica mais grave na Grã-Bretanha em mais de 60 anos.