Técnico alemão quer ataque letal contra defesa de granito grega

quinta-feira, 21 de junho de 2012 18:11 BRT
 

Por Karolos Grohmann

GDANSK, Polônia, 21 Jun (Reuters) - A seleção da Alemanha não terá um número grande de chances de marcar contra a Grécia na partida entre de sexta-feira pelas quartas de final da Eurocopa, e precisará ser letal nas poucas oportunidades que tiver contra uma defesa de "granito", disse nesta quinta-feira o técnico da seleção alemã, Joachim Loew.

Os alemães chegam à partida com o histórico de 14 vitórias seguidas em jogos oficiais, iniciado na Copa do Mundo de 2010.

Loew, no entanto, disse que, apesar do favoritismo, sua equipe terá de trabalhar duro contra um time que ele disse ser formado por "artistas da sobrevivência", por conta da atitude da equipe de nunca desistir.

"Será muito importante usar as poucas chances que tivermos com um instinto matador", disse o técnico de 52 anos. "Vamos bater em um bloco de granito com a defesa deles, mas tenho certeza que teremos chances se trabalharmos duro."

"Será um jogo apertado, porque os gregos não são fáceis de se vencer. Eles têm um estilo próprio de jogo. Está no sangue deles, uma defesa sólida e um contra-ataque forte."

Loew, que disse que a Alemanha tem "pequeno favoritismo" para o título da Eurocopa, reconheceu que a expectativa geral é de que sua equipe se classifique para a semifinal.

"Sim, somos claramente favoritos, mas partidas eliminatórias têm uma característica própria. Veja o que aconteceu com a Rússia", disse, numa referência à vitória por 1 x 0 da Grécia sobre a Rússia, que eliminou os russos ainda na primeira fase do torneio.

"Quando o jogo começa, isso (favoritismo) não tem significado nenhum."

Loew não terá desfalques para a partida contra a Grécia, após o meio-campista Bastian Schweinsteiger ter treinado menos que os demais atletas por conta de uma dor no tornozelo.

"Bastian estará pronto para jogar. Hoje ele também completou o treinamento final", disse o treinador.

 
O técnico da seleção alemã, Joachim Loew, realiza uma entrevista coletiva em Gdansk, 19 de junho de 2012. REUTERS/Thomas Bohlen