ENTREVISTA-Federer, o Flautista de Wimbledon

sábado, 23 de junho de 2012 18:24 BRT
 

Por Pritha Sarkar

LONDRES (Reuters) - Roger Federer não ganha um título de Grand Slam há quase 30 meses e não é mais o melhor tenista do mundo, mas quando o assunto é poder de atração ele continua sendo o número um em Winbledon.

No momento em que o 16 vezes campeão do Grand Slam passeou pela esplanada dos jogadores no sábado ele parecia o Flautista de Wimbledon.

Cada movimento seu foi ofuscado por dezenas de jovens e velhos caçadores de autógrafos, além de diversos representantes da mídia.

Até jogadores de alto perfil se acotovelaram em busca de espaço ao redor de Federer, que em duas semanas pode igualar o recorde de Pete Sampras e William Renshaw com sete títulos masculinos no All England Club.

Depois do tumulto, Federer escapou para um bunker subterrâneo no All England Club para falar com a Reuters sobre jogar na era dourada do tênis, suas chances de vencer sua primeira medalha de ouro quando Wimbledon sediar os eventos de tênis das Olimpíadas no próximo mês e sobre receber honras fora do próprio esporte.

REUTERS: Vários jogadores se sentem privilegiados mas sem sorte por suas carreiras terem coincidido com a atual geração no topo. Você se sente sortudo ou não em ter jogado nesta era

FEDERER: “Se me sinto sortudo? Eu me sinto sortudo porque tive uma carreira maravilhosa porque eu nunca pensei que poderia ser tão incrível. Mas eu teria mais sucesso, vamos dizer, se um (Lleyton) Hewitt, se um Rafa (Nadal), se um Novak (Djokovic), se um (Marat) Safin não estivesse ao redor? Eu não sei.

REUTERS: Se a carreira de Rafa não tivesse coincidido com a sua, você provavelmente teria vencido mais quatro ou cinco Abertos da França e seu total de títulos nos principais torneios seria de 23 ou mais - você já se perguntou sobre isso?   Continuação...