Com apoio de Comaneci, romena Ponor retorna aos Jogos após 8 anos

quinta-feira, 28 de junho de 2012 09:51 BRT
 

Por Pritha Sarkar

LONDRES, 28 Jun (Reuters) - Depois de lutar com sintomas de abstinência durante os últimos oito anos, a ginasta tricampeã olímpica Catalina Ponor vai reabastecer seu vício na Olimpíada de Londres.

"Catalina se deu conta de que não vive sem a ginástica. Em um certo momento ela me disse 'é como uma droga sem a qual não vivo'", disse Nadia Comaneci, lenda romena da ginástica, em entrevista à Reuters por telefone de Oklahoma, nos EUA.

"Se alguns anos atrás você tivesse dito a alguém que Catalina estaria voltando depois de oito anos sem competir, diria que não é possível. Na ginástica, mesmo um mês ou um ano é um tempo longo", acrescentou Comaneci, que tem sido um ombro amigo na retomada de Ponor.

Desde que Comaneci hipnotizou o mundo aos 14 anos flutuando por cima e por baixo das barras assimétricas e obtendo a primeira nota 10 da modalidade na Olimpíada de Montreal em 1976, o esporte foi dominado por clones esqueléticas de Nadia.

Ponor, ex-rival da brasileira Daiane dos Santos e agora com 24 anos, nunca se encaixou no molde convencional da ginástica.

Enquanto muitas aspirantes olímpicas sujeitam seus corpos a um regime de treinamento implacável a partir dos quatro ou cinco anos, Ponor nem sequer foi apontada como futura campeã até os 15 anos.

Em 2002 ela foi selecionada em Constanta, e não em Deva ou Onesti --os principais celeiros das ginastas romenas-- pelos treinadores da seleção Octavian Belu e Mariana Bitang.

Fruto tardio em um esporte no qual as meninas costumam se aposentar quando chegam ao fim da adolescência, Ponor sabia ter uma curta janela de oportunidade para deixar sua marca no palco mundial.   Continuação...