June 29, 2012 / 3:59 PM / 5 years ago

Inigualável, Isinbayeva busca novas alturas em Londres

4 Min, DE LEITURA

A medalhista de ouro russa Elena Isinbayeva levanta sua bandeira nacional em um campeonato na arena Atakoy Athletics em Istanbul, na Turquia. Yelena voltou a competir no auge de sua capacidade para tentar se tornar a primeira mulher a conquistar três medalhas de ouro olímpicas nos Jogos de Londres, que podem ser os seus últimos. 11/03/2012Dylan Martinez

Por Alison Wildey

LONDRES, 29 Jun (Reuters) - Depois de um desencantamento com o esporte, Yelena Isinbayeva voltou a competir no auge de sua capacidade para tentar se tornar a primeira mulher a conquistar três medalhas de ouro olímpicas nos Jogos de Londres, que podem ser os seus últimos.

A incomparável russa, que acumula 28 recordes mundiais do salto com vara, está transbordando autoconfiança depois de superar os problemas com a forma que a levaram a embarcar em 11 meses sabáticos em 2010.

"Em Londres, minha principal rival será eu mesma, porque sei o quão alto consigo saltar e que essa altura é quase impossível para minhas rivais", disse a atleta de 30 anos, cujo recorde mundial é 14 centímetros mais alto que o melhor salto de qualquer outra mulher.

"Meu treinador diz que meu potencial é para 5,10 metros e além", acrescentou a russa, que terá como uma das concorrentes em Londres a brasileira Fabiana Murer, campeã mundial em Daegu, na Coreia do Sul, em 2011.

Isinbayeva marcou sua volta ao esporte em fevereiro com um recorde mundial indoor de 5,01m, superando suas adversárias em Estocolmo em 29 centímetros.

Depois ela só precisou de mais dois saltos para conquistar o campeonato mundial da modalidade em Istambul, seu primeiro grande título desde a Olimpíada de Pequim em 2008.

"Estou tão feliz quanto se fosse a primeira vez", disse ela sobre a vitória na Turquia. "Os últimos três anos me mostraram o quão importante é vencer para mim".

Imbatível desde que estabeleceu seu primeiro recorde mundial de 4,82m em Gateshead, na Inglaterra, em 2003, Isinbayeva foi mais e mais alto em sua busca por recordes e medalhas, arrebatando seis títulos mundiais e dois olímpicos.

A ex-ginasta transformou o salto com vara em uma atração popular quase sozinha. Seu entusiasmo, sua graça e aparente capacidade de quebrar recordes mundiais à vontade em uma das provas mais perigosas do atletismo a tornaram querida dos fãs do esporte.

paixão Redescoberta

Isinbayeva fez um pouso duro depois de fracassar no campeonato mundial de 2009 em Berlim, e ficou sem medalha em um evento poucos meses depois.

"Eu não queria competir, só descansar. Meu corpo estava completamente vazio emocional e fisicamente", disse ela sobre seu chocante quarto lugar em Doha. "Só pensava estou cansada, cansada".

Sua reação foi fazer uma pausa para redescobrir sua paixão pelo esporte - e parece ter funcionado.

"Pensei que sentiria falta da vida de uma mulher normal, mas agora reconheço que minha vida é muito mais interessante, colorida", afirmou ela poucos meses depois, ao anunciar uma data para sua volta.

Isinbayeva teve um 2011 discreto, durante o qual rompeu com Vitaly Petrov, ex-técnico de Sergey Bubka --sua contrapartida masculina no salto com vara-- para retornar à sua Volgogrado natal e a seu ex-mentor Yevgeny Trofimov, sob cuja orientação se tornou a primeira mulher a saltar 5,0 metros em 2005.

Apesar de um decepcionante sexto lugar no campeonato mundial de Daegu, Isinbayeva almejava o ano olímpico, dizendo: "Vou saltar mais e mais alto".

Seus objetivos são um inédito terceiro título olímpico e a superação da marca de 35 títulos mundiais de seu ídolo Bubka.

O recorde mundial feminino absoluto, 5,06m, foi estabelecido por Isinbayeva em Zurique em 2009.

Ela havia sido alvo de críticas por melhorar a marca em um centímetro por vez à medida que lutava para alcançar Bubka e, como admitiu abertamente, pelo bônus em dinheiro, mas depois de seu último recorde a russa ameaçou "pedir que aumentem a barra em três ou quatro centímetros, ao invés de um só".

Levando-se em conta que ela estabeleceu recordes mundiais ao conquistar suas duas provas olímpicas anteriores e afirmou várias vezes que pretende se aposentar no ano que vem, quem apostaria que ela não irá dar um espetáculo inesquecível no maior palco do esporte?

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