Aristocratas europeus enfrentam-se em final da Eurocopa em Kiev

sábado, 30 de junho de 2012 12:42 BRT
 

Por Simon Evans

KIEV, 30 Jun (Reuters) - Os aristocratas do futebol vão competir pela coroa do continente no domingo, com a Espanha tentando estender sua dominação sobre a Europa contra uma Itália revitalizada que ameaça dar fim a seu reino.

Em conjunto, a Espanha e a Itália produziram 25 campeões europeus, em questão de times, mas esta será a primeira vez que suas seleções nacionais se enfrentam para disputar a Eurocopa.

Poucos duvidam de que seu lugar na final é merecido.

"A seleção vencedora merecerá o título", disse o meio-campo espanhol Cesc Fábregas. "Acho que fomos as duas equipes mais consistentes no campeonato".

A Itália foi campeã da Copa do Mundo quatro vezes, a mais recente em 2006, enquanto a Espanha busca o feito sem precedentes de obter três grandes títulos após vencer a Eurocopa de 2008 e a Copa do Mundo há dois anos.

Enquanto o sucesso de Vicente Del Bosque com a Espanha se construiu com base num futebol de defesa apertada e impressionante domínio de bola, a Itália alcançou a final graças à dinâmica de jogo positiva e um ataque potente liderado pelo talento temperamental de Mario Balotelli, que a fez derrotar a Espanha nas semifinais.

O método "Tiki Taka" de passes curtos utilizado pela Espanha gerou resultados notáveis -nenhuma equipe europeia desde a Alemanha Ocidental no início dos anos 70 alcançou a final de três grandes campeonatos em sequência.

Mas a "era da Espanha" será definida, de várias maneiras, por como eles conseguirão lidar com uma seleção italiana surpreendentemente empolgante no domingo.

Um terceiro título, com potências como a Alemanha e a Holanda já eliminadas, asseguraria o lugar da Espanha no panteão das melhores equipes de todos os tempos.

Mas uma derrota, no final de um campeonato em que eles raramente conseguiram elevar a pressão de fãs, levaria a avaliações mais modestas do lugar de La Roja na hierarquia do jogo.

 
Os jogadores italianos Riccardo Montolivo (segundo à esquerda), Emanuele Giaccherini (centro) e Salvatore Sirigu (segundo à direita) desembarcam do avião da seleção ao chegar ao aeroporto de Kiev, na Ucrânia. 30/06/2012 REUTERS/Gleb Garanich