Sonho de Murray termina em lágrimas, de novo

domingo, 8 de julho de 2012 17:58 BRT
 

Por Pritha Sarkar

LONDRES, 8 Jul (Reuters) - Andy Murray descobriu que pode "chorar como Roger" Federer, mas "não pode jogar como ele", no dia em que seu sonho de encerrar "150 mil anos" de sofrimento britânico chegou ao fim sob a quadra coberta de Wimbledon, neste domingo.

Dois anos depois de Murray fazer um discurso de vice-campeão soluçante no Aberto da Austrália, lágrimas de desespero escorriam novamente na Quadra Central em Londres depois que seu esforço para por fim a 76 anos de espera britânica por um título de Grand Slam se desfez sob a mágica de Federer.

Enquanto o suíço exultante erguia a taça dourada e igualava o recorde de sete títulos em Wimbledon de seu herói Pete Sampras e de William Renshaw, Murray olhava para o céu se indagando sobre o que poderia ter sido e não foi.

A vitória de Federer, em parciais de 4-6, 7-5, 6-3 e 6-4, deixou Murray em prantos, 15 mil torcedores murchos e 60 milhões de britânicos se perguntando se, e quando, a angustiante busca pelo título masculino de simples em um dos quatro grandes eventos do tênis terminará.

Desde que Fred Perry conquistou o primeiro de oito títulos do Grand Slams no Aberto do EUA de 1936, 286 grandes torneios transcorreram sem um campeão britânico à vista.

Surgiram vencedores do Egito ao Equador, da Romênia ao México, da Croácia à África do Sul, da Hungria ao Brasil. Vinte e duas nações diferentes se impuseram sobre todas as outras em um dado momento.

Mas o país que sedia o torneio de tênis mais famoso do mundo se tornou motivo de chacota por não conseguir produzir um campeão em mais de três quartos de século.

"Já faz quanto? Uns 150 mil anos?", brincou Federer na véspera da vitória sobre Murray na final do Aberto da Austrália de 2010.   Continuação...