11 de Julho de 2012 / às 14:50 / em 5 anos

PERFIL-Aymar é a grande esperança argentina por ouro no hóquei

Por Rex Gowar

LONDRES, 11 Jul (Reuters) - Luciana Aymar já recebeu a maior homenagem da Argentina para a Olimpíada de Londres, ao ser nomeada porta-bandeira da delegação de seu país na cerimônia de abertura.

A jogadora também foi sacramentada como o equivalente de Diego Maradona no hóquei sobre grama, mas há outro prêmio que estimula Aymar mais que tudo -- a perspectiva de conquistar uma inédita medalha de ouro olímpica.

Aymar conseguiu quase tudo em sua modalidade, mas nunca levou um ouro olímpico, e o tempo está acabando para a esportista de 34 anos, que planeja se aposentar após os Jogos de Londres.

“Quero a medalha de ouro, é a única que me falta”, disse Aymar, que comemorará seu 35o aniversário no mesmo dia da final feminina da Olimpíada.

“A equipe é muito ambiciosa, vamos lutar pelo ouro. Estamos trabalhando para isso, mesmo sabendo que não será fácil”.

Individualmente, Aymar já atingiu o auge do sucesso no hóquei. Ela é a única mulher que se sagrou melhor jogadora do mundo sete vezes, o que lhe conferiu o apelido de “A Maga”.

Como Maradona, ela circula pelo meio-campo buscando jogadas de ataque, e suas companheiras na seleção argentina, conhecidas como “Las Leonas”, se beneficiaram muito disso.

Com Aymar em campo, a Argentina conquistou duas Copas do Mundo e foi ao pódio nas três últimas Olimpíadas -- prata em Sydney-2000 e bronze em Atenas-2004 e Pequim-2008. Agora, só falta o ouro para completar a trinca.

“Sei que é difícil, porque há muitas ótimas seleções, o hóquei ficou muito equilibrado e há várias candidatas”, afirmou. “Mas a possibilidade existe, a Argentina tem a chance de lutar pela medalha de ouro, estou convencida disso”.

Aymar se preparou exaustivamente para encerrar sua carreira brilhante no auge, treinando mais duro que nunca, mas também sabe que seu estado mental será tão importante quanto seus atributos físicos.

“Há uma ansiedade por saber que será meu último torneio”, afirmou. “Mas hoje tudo que penso e faço gira em torno da medalha de ouro que me falta: desde que me levanto às 7h para treinar até as pausas de descanso e a maneira como me alimento”.

“Também há a parte mental. Venho trabalhando com um psicólogo há algum tempo para tratar da ansiedade e do que a aposentadoria significa”.

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