Marcelo promete "cabeça no lugar" em 2a Olimpíada

quarta-feira, 11 de julho de 2012 14:38 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 11 Jul (Reuters) - Rotulado como jogador temperamental, com um histórico de expulsões e problemas fora de campo, o lateral esquerdo da seleção brasileira Marcelo disse nesta quarta-feira que chega para sua segunda Olimpíada seguida mais maduro e com os nervos sob controle.

O jogador do Real Madrid, que deixou o futebol brasileiro com apenas 18 anos rumo ao time espanhol, chegou a passar por um período na "geladeira", no ano passado, por problemas extra-campo que irritaram o técnico Mano Menezes.

Marcelo, no entanto, recebeu a confiança do treinador e foi chamado como um dos três jogadores com mais de 23 anos para os Jogos de Londres.

"Quando acontece algo só quem está lá dentro sabe o que é estar lá. Muita gente fala muita coisa, muitas vezes bem ou mal, a maioria mal, mas tenho cabeça no lugar e sou feliz", disse Marcelo a jornalistas, em entrevista coletiva no hotel onde a seleção está concentrada no Rio de Janeiro, em sua preparação para os Jogos.

"Fio desencapado nunca teve. Deixo a minha pele no campo e se for preciso dou a minha vida", acrescentou Marcelo, que fez parte do time que ganhou a medalha de bronze nos Jogos de Pequim-2008.

Convocado para um amistoso do Brasil contra a Escócia em março de 2011, Marcelo pediu dispensa alegando uma contusão. O jogador, no entanto, participou de uma partida do Real Madrid dias depois, levando o treinador a afirmar que o lateral não tinha interesse em defender o Brasil.

Marcelo ganhou nova chance diante da falta de opções do técnico para a posição, e destacou-se como boa opção ofensiva pelo lado esquerdo do campo.

Apesar de ter sido expulso na derrota por 4 x 3 para a Argentina no mês passado, ao envolver-se numa confusão com um argentino que também recebeu o cartão vermelho, o jogador foi chamado ao lado do zagueiro Thiago Silva e do atacante Hulk como os três jogadores acima do limite olímpico de 23 anos.

Para Marcelo, um bom desempenho em Londres será o passaporte natural para uma vaga na equipe que vai disputar a Copa do Mundo de 2014. "Sem dúvida é um grande salto para estar na Copa, e se trouxer o ouro é um salto ainda maior."

(Por Rodrigo Viga Gaier)