Teixeira e Havelange são citados em caso de corrupção na Suíça
Por Keith Weir
LONDRES, 11 Jul (Reuters) - O ex-presidente da Fifa João Havelange e seu ex-genro e ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira foram citados em um documento divulgado na quarta-feira por promotores suíços detalhando o pagamento de milhões de dólares em subornos relativos à organização de Copas do Mundo.
Os dois dirigentes brasileiros foram citados pela primeira vez em um processo que remonta à década de 1990, e que deve reforçar a pressão por mais transparência na entidade que organiza o futebol mundial.
O documento, emitido pelo Ministério Público do cantão suíço de Zug, observa que Teixeira e o representante jurídico da Fifa negaram qualquer irregularidade, e que Havelange não comentou as acusações.
Havelange, que presidiu a Fifa de 1974 a 1998, teria recebido 1,5 milhão de francos suíços (1,53 milhão de dólares) em março de 1997 da hoje extinta empresa de marketing esportivo ISL, disseram os promotores.
Com permissão da Fifa, a ISL vendia direitos de transmissão televisiva de competições da Copa do Mundo. A empresa faliu em 2001, com uma dívida de cerca de 300 milhões de dólares.
Teixeira, que presidiu a CBF entre 1989 e o começo deste ano, teria recebido 12,7 milhões de francos suíços entre 1992 e 1997, segundo os promotores.
Divulgado por pressão da imprensa, o documento detalha o processo criminal que foi arquivado em maio de 2010, depois que Havelange e Teixeira concordaram em pagar reparações.
Havelange, que está com 96 anos e saúde frágil, e Teixeira foram durante décadas duas figuras dominantes na gestão do futebol brasileiro. Eles não foram localizados na quarta-feira para comentar o caso. Continuação...

