Organizadores rebatem crítica a homenagem discreta a mortos em Munique

terça-feira, 24 de julho de 2012 16:29 BRT
 

Por Keith Weir

LONDRES, 24 Jul (Reuters) - Os organizadores da Olimpíada reagiram nesta terça-feira às críticas pelo modo como homenagearam os 11 atletas israelenses mortos durante os Jogos de Munique em 1972, ignorando pedidos de observar um minuto de silêncio para eles na cerimônia de abertura.

Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), fez um tributo surpresa na vila dos atletas, em Londres, na segunda-feira, mas o evento discreto não satisfez os parentes das vítimas.

Sebastian Coe, presidente do Comitê Organizador da Olimpíada de Londres, disse à Reuters que a homenagem foi apropriada e minimizou os clamores para que o 40o aniversário do massacre fosse marcado por uma comemoração mais destacada.

"Lembramos isso ontem no Parque Olímpico, com a assinatura do muro da trégua, e as palavras muito pungentes do presidente sobre os atletas israelenses que perderam as vidas em 1972", disse Coe em uma entrevista à TV.

Mitt Romney, candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, disse apoiar um minuto de silêncio oficial na cerimônia de abertura na sexta-feira, que será realizada diante de uma plateia de 60 mil pessoas no Estádio Olímpico e deve ser assistida por mais de um bilhão de pessoas pela TV.

Coe, duplo medalhista olímpico que para muitos britânicos é o rosto público dos Jogos, estava presente ao tributo de segunda-feira, que incluiu um minuto de silêncio, e disse ter sido muito a propósito.

"Foi na vila dos atletas, exatamente onde aquele ato de barbárie ocorreu. Acho que o equilíbrio de ontem foi alcançado perfeitamente."

O jornal Jerusalem Post disse que autoridades israelenses ficaram "pouco impressionadas" com a resposta de Rogge, e citou um diplomata segundo o qual ninguém soube ou prestou atenção à cerimônia.

Ankie Spitzer, esposa do esgrimista olímpico assassinado Andrei Spitzer, estará em Londres esta semana em campanha para pressionar por um momento de silêncio após coletar 100 mil assinaturas em uma petição.