25 de Julho de 2012 / às 21:37 / em 5 anos

Que venham as brasileiras, diz May, do vôlei de praia

Por Estelle Shirbon

LONDRES, 25 Jul (Reuters) - Depois de comer o bolo em Atenas e a cereja em Pequim, a jogadora de vôlei de praia Misty May-Treanor quer raspar a cobertura com a companheira Kerri quando forem em busca de um inédito terceiro ouro olímpico em Londres.

“Em Atenas pensei, ‘tudo bem, consegui tudo que queria’”, disse a norte-americana de 34 anos aos repórteres nesta quarta-feira.

“Em Pequim relaxei, curti minha família e meus amigos e foi algo do tipo ‘ótimo, isso é a cereja no bolo’”.

Conquistar o ouro em Londres seria terminar a sobremesa de vez.

May-Treanor e Walsh, de 33 anos, são a única dupla que arrebatou dois ouros desde que o vôlei de praia estreou, na Olimpíada de Atlanta-1996. Elas estão entre as favoritas na capital inglesa, e Brasil e China, suas principais adversárias.

“Kerri e eu obviamente queremos o terceiro (ouro), ninguém conseguiu ainda”, declarou.

“Esta é minha última Olimpíada, então vou aproveitar a jornada, cada treino, cada momento na areia.”

Um terceiro ouro seria um feito, dado o que as duas jogadoras passaram desde Pequim. Nos dois anos que passaram afastadas cuidando de outros interesses, May-Treanor machucou o tendão de Aquiles participando do programa de TV “Dancing With The Stars”, enquanto Walsh deu à luz dois filhos.

A dupla voltou a se juntar em 2011 e logo retomou as vitórias, embora tenha perdido a final do campeonato mundial do ano passado para as brasileiras Juliana e Larissa.

Na segunda-feira as brasileiras deixaram claro que estão ansiosas por uma chance de derrotar as norte-americanas novamente. “Meu maior sonho é estar na final com elas”, disse Juliana.

Questionada sobre isso nesta quarta-feira, May-Treanor mostrou não ter perdido nada de seu espírito competitivo. “No meu sonho eu a derroto na final olímpica”, afirmou ela.

Depois que a diversão acabar, May-Treanor está pronta para algo diferente. Indagada se pretende competir na Olimpíada do Rio em 2016, ela não poderia ter sido mais clara.

“Não, não pretendo. Talvez como espectadora, ou como sambista na quadra central. Este é meu último torneio, no dia 8 de agosto acabou. Hora de seguir em frente.”

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