Incidente com Coreia do Norte ofusca início da disputa olímpica

quarta-feira, 25 de julho de 2012 19:33 BRT
 

Por Mike Collett

CARDIFF, 25 Jul (Reuters) - Um incidente diplomático maculou o primeiro dia de competições na Olimpíada de Londres, depois de a bandeira sul-coreana ser mostrada no lugar da norte-coreana, fazendo com que a seleção feminina de futebol da Coreia do Norte se negasse a entrar em campo contra a Colômbia.

O erro ocorreu no estádio Hampden Park, em Glasgow (Escócia), palco de um dos seis jogos do primeiro dia do torneio feminino de futebol. A confusão durou mais de uma hora, até que as norte-coreanas aceitassem entrar em campo. Elas ganharam o jogo por 2 x 0.

Nas outras partidas do dia, a seleção dos EUA, lutando pelo seu terceiro ouro consecutivo, venceu de virada a França, por 4 x 2. O Japão, campeão mundial, derrotou o Canadá por 2 x 1, e a anfitriã Grã-Bretanha bateu a Nova Zelândia, por 1 x 0.

A seleção do Brasil, cotada para o título, goleou Camarões por 5 x 0, e a Suécia, outra possível medalhista, ganhou da África do Sul (4 x 1).

Por causa do calendário apertado, os torneios de futebol começam antes da cerimônia oficial de abertura da Olimpíada, que será na sexta-feira.

O incidente em Glasgow aconteceu quando as equipes estavam perfiladas no gramado, esperando o jogo começar. A bandeira da Coreia do Sul foi mostrada no telão do estádio, irritando as jogadoras norte-coreanas.

"Fizemos um pedido completo de desculpas à equipe e ao CON (comitê olímpico nacional) norte-coreano. Um erro genuíno foi feito, pelo qual pedimos desculpas. Medidas serão tomadas para garantir que não se repita", disse Andy Mitchell, gerente de mídia do estádio.

A poderosa seleção dos EUA também teve um início turbulento no torneio, e já perdia de 2 x 0 após 14 minutos de jogo. Mas Alex Morgan comandou a virada, marcando dois gols. Abby Wambach e a reserva Carli Lloyd selaram o placar.   Continuação...

 
Jogadoras da Coreia do Norte entram em campo para partida contra a Colômbia nesta quarta-feira nos Jogos de Londres. REUTERS/David Moir