Nadadores norte-americanos usam a reclusão como trunfo olímpico

quinta-feira, 26 de julho de 2012 19:42 BRT
 

Por Julian Linden

LONDRES, 26 Jul (Reuters) - Os nadadores norte-americanos não são como outros atletas. Eles começam a treinar de madrugada todo dia e passam horas em virtual isolamento, trabalhando incansavelmente em piscinas cheias de cloro.

Eles se resfriam regularmente e vivem com as consequências mais do que qualquer cidadão comum, porque têm pavor de tomar remédios de gripe por medo de testar positivo para doping.

Mesmo após anos de treinamento, a diferença entre conquistar e perder medalhas de ouro se resume a pequenas frações de segundos, criando um ambiente onde a modéstia geralmente reina absoluta sobre a conversa fiada.

Mesmo Michael Phelps, cujas 14 medalhas de ouro são mais que muitos países obtiveram no último século, se preocupa com declarações impetuosas.

"Cuidamos de nossa vida. Se você se deixar levar pela conversa dos outros, distrai do que viemos fazer", disse ele nesta quinta-feira.

"Estamos aqui para nadar, e é isso. Não vamos sair falando mais que a boca. Nunca fizemos isso, nosso país nunca fez isso."

Phelps foi obrigado a ponderar quando foi lembrado da Olimpíada de 2000 em Sydney, quando Gary Hall disse que a equipe de revezamento masculina dos 4x100 m livre dos EUA esmagaria os australianos - que, liderados por Ian Thorpe, venceram a prova e a medalha de ouro.

"Esqueci de Sydney", riu ele. "As pessoas desta equipe não fizeram isso".   Continuação...