Superstições ajudam ou atrapalham os atletas?

sexta-feira, 27 de julho de 2012 18:32 BRT
 

Por Belinda Goldsmith

LONDRES, 27 Jul (Reuters) - Quando Michael Phelps se prepara para a disputa, caminha até o bloco, tira os fones de ouvido, gira os braços três vezes, sobe no bloco e está pronto. Sua rotina nunca muda.

A tenista Serena Williams, pentacampeã em Wimbledon que, como Phelps, começa a competir no sábado, sempre leva as sandálias de banho para a quadra, amarra os cadarços de uma maneira específica e bate a bola cinco vezes.

Apesar de toda a ciência e dos imensos orçamentos envolvidos no esporte, muitos esportistas de todos os níveis se aferram a superstições ou rituais elaborados para melhorar seu desempenho, e há muitos exemplos deles na Olimpíada de Londres.

Psicólogos dizem que as pessoas frequentemente se tornam supersticiosas quando enfrentam situações desconhecidas e estressantes, o que explica por que tantos atletas são supersticiosos e se apegam tanto a preparativos severos.

"Quando as apostas são altas e há muita incerteza - como no esporte de alto nível - as pessoas tentam qualquer coisa para obter o resultado que desejam", disse Richard Stephens, veterano palestrante em psicologia na Universidade Keele, à Reuters.

"Quando o custo de realizar uma ação é baixo mas há a possibilidade de grandes ganhos, por que não?"

Mas isso faz diferença?

Um estudo de psicólogos da Universidade de Colônia, na Alemanha, descobriu em dois experimentos que a superstição triunfou nos dois casos.   Continuação...