30 de Julho de 2012 / às 21:53 / 5 anos atrás

Mano Menezes descarta facilidade maior após eliminação da Espanha

30 Jul (Reuters) - A eliminação precoce da Espanha dos Jogos de Londres foi tratada com naturalidade pelo técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, que pode fazer mudanças no time titular no último jogo da fase classificatória.

Antes dos Jogos, Espanha e Uruguai chegaram a ser apontados pelo treinador e pela direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como favoritos ao ouro Olímpico.

“A seleção não veio com preferências para os Jogos ou para jogar contra esse ou aquele. O fato de a Espanha não continuar não muda para nós nada”, disse ele a jornalistas nesta segunda-feira.

Mano Menezes descartou a tese de que o caminho do Brasil rumo ao inédito ouro olímpico ficou mas fácil sem a Espanha e com o Uruguai ameaçado após a derrota para a seleção do Senegal.

“Não podemos nos iludir e pensar que vamos ter mais facilidade pela frente. Se pensarmos assim, poderemos tropeçar em outro adversário”, afirmou o treinador do Brasil.

A seleção brasileira tem 100 por cento de aproveitamento nos Jogos, com vitórias sobre Egito (3 x 2) e Belarus (3 x 1), e já está classificada para as quartas de final.

Para o jogo com a Nova Zelândia, na quarta-feira, o Brasil poderá usar reservas e fazer testes, segundo Mano Menezes.

“É importante que tenhamos mais jogadores capazes de resolver um jogo. Hoje foi o Pato, amanhã será o Lucas, o Alex Sandro”, afirmou. “É assim que se forma uma equipe com a intenção de ser campeã”, completou.

O meia Paulo Henrique Ganso pode ter uma chance. “Ele ainda não está no nível de uma ano e meio, falta um pouco de sequência e a retomada é um pouco mais lenta”, disse ele sobre a cirurgia a que o jogador do Santos foi submetido, em junho.

CONVOCAÇÃO

Nesta segunda-feira, Mano chamou jogadores para o amistoso com a Suécia, em agosto. A grande novidade foi a volta do meia Ramirez, do Chelsea.

O grupo tem como base a seleção que está na Inglaterra, em um sinal claro de que esse deve ser o grupo do Brasil na Copa de 2014.

“O Ramires é uma volta natural, com os mesmos méritos, conquistou com o Chelsea o título da Liga dos Campeões”, disse ele a jornalistas.

“Vamos começando a dar forma e vamos reduzir para um grupo menor, direcionando como ideia daquilo que penso de forma mais definitiva para a seleção. É o momento que vamos viver a partir de agora”, acrescentou.

Por Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro

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