Thiago reencontra Phelps, Lochte e Cseh - dessa vez com medalha

quarta-feira, 1 de agosto de 2012 18:56 BRT
 

Por Pedro Fonseca

LONDRES, 1 Ago (Reuters) - O nadador Thiago Pereira passou os últimos oito anos antes dos Jogos de Londres sendo derrotado em todos os grandes eventos pelos mesmos adversários: os norte-americanos Michael Phelps e Ryan Lochte e o húngaro Laszlo Cseh. Os quatro vão se reencontrar na final dos 200m medley, na quinta-feira, dessa vez com o brasileiro numa outra posição.

Nos 400m medley, no sábado, Thiago conseguiu pela primeira vez na carreira subir ao pódio olímpico ao superar Phelps e ficar atrás apenas de Lochte, numa prova em que Cseh ficou fora da final ao fazer apenas o 9o tempo das eliminatórias.

A final dos 200m medley vai reunir os quatro novamente lado a lado na mesma piscina, depois que eles avançaram nas semifinais desta quarta-feira com os melhores tempos. Thiago foi o quarto, atrás de Phelps, Cseh e do recordista mundial e favorito absoluto ao ouro, Lochte.

Foi nessa prova que o brasileiro conseguira os seus melhores resultados em Jogos Olímpicos antes de chegar a Londres --5o em Atenas-2004 e 4o em Pequim-2008, atrás do trio de rivais. Agora, com a confiança conquistada pela medalha de prata numa disputa em que não estava tão focado como nessa, Thiago espera conseguir bater os concorrentes pela segunda vez seguida.

"Estou mais confiante não por ter vencido eles, mas mais confiante pelo trabalho que eu fiz, pelo resultado que tive nos 400m, por ter conquistado a medalha", disse o brasileiro após nadar a segunda semifinal praticamente junto com Cseh, sendo superado apenas na batida na parede.

Para repetir o feito de sábado e voltar ao pódio, o brasileiro vai precisar estar em seu dia perfeito. Seu melhor tempo no ano, 1m57s11, está bem acima das marcas já obtidas pelos adversários na temporada.

Phelps e Lochte lideram o ranking mundial de 2012, com 1m54s84 e 1m54s93, respectivamente, enquanto Cseh é o 3o do mundo este ano, com 1m56s66, e está ainda mais desesperado por uma medalha por ter ficado fora da final dos 400m do estilo.

Ao brasileiro só resta fazer o seu melhor e torcer para que o auge dos adversários, ou pelo menos de um deles, tenha sido atingido antes da hora para que possa subir mais um degrau depois de Atenas e Pequim.

"Mais uma vez eu não tenho controle nenhum sobre eles, sobre o tempo que eles vão fazer. Se eles chegarem e nadarem 1min53 eu não sei se vou conseguir nadar para isso, mas eu quero vir tranquilo, preparado do jeito que eu tenho que nadar. Vou dar o melhor de mim e espero que esse melhor seja o suficiente para estar no pódio", afirmou.

(Reportagem de Pedro Fonseca; Edição de Tatiana Ramil)