Boxe feminino estreia em Jogos, e brasileira fica a uma luta do pódio

domingo, 5 de agosto de 2012 17:13 BRT
 

Por Pedro Fonseca

LONDRES, 5 Ago (Reuters) - A primeira pugilista do país a vencer uma luta em Jogos Olímpicos está a um combate de subir ao pódio e pode fazer da estreia do boxe feminino nos Jogos Olímpico um evento ainda mais marcante para as praticantes da modalidade no Brasil.

Adriana Araújo foi a única a vencer entre as três representantes do país classificadas para disputar o primeiro torneio olímpico de boxe, que começou neste domingo, e avançou para as quartas de final da Olimpíada de Londres ao derrotar Saida Khassenova, do Cazaquistão, por 16 a 14.

Como não há disputa pelo bronze no boxe, em consequência do desgaste sofrido pelos atletas nos combates anteriores, os dois derrotados nas semifinais recebem uma medalha de bronze.

Adriana, baiana de 31 anos, precisa agora vencer a marroquina Mahjouba Oubtil, na segunda-feira, para no mínimo igualar o melhor resultado do boxe brasileiro em Jogos Olímpicos -- o bronze de Servílio de Oliveira em 1968 na Cidade do México.

"Eu tenho 12 anos de carreira e esperei muito tempo por este momento. Trabalhei muito e lutei muito para estar aqui", disse a pugilista, que conseguiu a vaga na categoria leve (até 60kg) da Olimpíada através da campanha no mundial do ano passado na China, em que chegou às quartas de final.

"A vitória não é só minha, mas da Érica (Matos, que perdeu sua luta na categoria mosca antes da luta de Adriana) e de todas da equipe. Estamos todas juntas", afirmou.

Rejeitado nas Olimpíadas no passado diante de uma percepção de falta de interesse, o boxe feminino foi muito bem recebido pelo público na arena montada no Excel Center em Londres assim que a primeira das 12 lutas do dia começou.

A russa Elena Savelyeva conquistou a primeira vitória da história, contra a norte-coreana Kim Hye-song, diante de arquibancadas lotadas e com um público vibrante durante o combate.   Continuação...

 
A brasileira Adriana Araújo comemora vitória sobre Khassenova no boxe. REUTERS/Murad Sezer