Murray se consagra em casa e frustra sonho de Federer

domingo, 5 de agosto de 2012 17:16 BRT
 

Por Martyn Herman

LONDRES, 5 Ago (Reuters) - Quatro semanas depois de chorar copiosamente por perder a final de Wimbledon para o suíço Roger Federer, o britânico Andy Murray voltou à Quadra Central para impor uma doce vingança e saiu com uma medalha de ouro olímpica.

Murray ainda não conquistou um título de Grand Slam, o verdadeiro tesouro do mundo do tênis, mas neste domingo ele fez a partida de sua vida, surfando a onda de euforia olímpica britânica e massacrando o número um do mundo em parciais de 6-2, 6-1 e 6-4.

"Valeu a pena. Tive muitas derrotas duras na carreira, mas esta é a melhor maneira de dar a volta por cima da final de Wimbledon. Nunca vou me esquecer", disse Murray aos repórteres antes de disputar mais um ouro em dupla mista com a adolescente Laura Robson. Os britânicos acabaram perdendo a final para Max Mirnyi e Victoria Azarenka, de Belarus.

Uma estátua de Fred Perry, o último britânico que venceu o torneio masculino de simples de Wimbledon no longínquo 1936, é vista nas arquibancadas - lembrete das frustrações do tênis da nação ao longo das décadas - mas durante duas horas de ouro deste domingo, Murray afastou os anos de dor.

Sete vezes campeão em Wimbledon, Federer, para muita gente o melhor tenista de todos os tempos, entrou em sua quadra favorita a uma vitória do 'Golden Slam' - um ouro olímpico somado aos seus 17 títulos de Grand Slam.

Ele se retirou abatido depois de sofrer sua pior derrota na grama londrina desde que ali pisou pela primeira vez em 1999.

"Para mim foi um ótimo mês. Conquistei Wimbledon, voltei a ser o número um e levei a prata. Não se sintam muito mal por mim", foi a elegante resposta do mestre suíço ao que, para todos os efeitos, foi uma derrota acachapante.

Murray, que a cada winner recebia urras da plateia, dominou completamente, destilando todo o tipo de veneno que Federer vem infligindo a seus adversários em uma carreira que lhe rendeu 77 milhões de dólares em prêmios, mas que provavelmente não terá a tão cobiçada medalha de ouro olímpica.   Continuação...

 
O britânico Andy Murray celebra vitória sobre Roger Federer na final dos Jogos de Londres. REUTERS/Stefan Wermuth