Veteranos desafiam idade e brilham no vôlei de praia

domingo, 5 de agosto de 2012 16:46 BRT
 

Por Estelle Shirbon

LONDRES, 5 Ago (Reuters) - Os espectadores que chegavam ao local da disputa do vôlei de praia olímpico em Londres se deparam com uma estátua imensa do jogador brasileiro Emanuel, descrito no pedestal como um herói do esporte.

Emanuel conquistou o ouro em Atenas-2004 e o bronze em Pequim-2008 com o ex-companheiro Ricardo. Agora jogando com Alison, ele completa sua quinta participação seguida nos Jogos.

Aos 39 anos, o veterano brasileiro ainda está no auge. Ele e Alison são os campeões mundiais e favoritos ao ouro em Londres.

Um dos aspectos marcantes dos jogadores competindo nesta Olimpíada é que muitos dos melhores estão caminhando para os 40 anos, idade na qual os atletas de muitos outros esportes seriam considerados superados.

Ricardo, o ex-parceiro de Emanuel, é um caso ilustrativo. Aos 37 anos, ele compete em sua quarta Olimpíada. Levou a prata em Sydney-2000 com Zé Marco para depois arrebatar as medalhas com Emanuel em Atenas e Pequim. Com seu terceiro parceiro olímpico, Pedro Cunha, novamente é forte candidato a medalha.

"Isso é um atributo direto da areia, é um ambiente generoso", disse o norte-americano Todd Rogers, 38 anos, medalhista de ouro em Pequim com o parceiro Phil Dalhausser. A dupla jogou em Londres mas foi eliminada.

Se por um lado exige um alto nível de preparo físico para correr, saltar e mergulhar na areia, o vôlei de praia não danifica as juntas ou a estrutura óssea como esportes jogados em piso duro, explicou Rogers.

Mais importante ainda, de acordo com ele, Emanuel e outros jogadores entrevistados pela Reuters, é que, ao contrário do que as aparências indicam, o vôlei de praia é um esporte mental, no qual maturidade e experiência podem sobrepujar juventude e força.   Continuação...