5 de Agosto de 2012 / às 20:48 / em 5 anos

Para alguns, a Olimpíada acabou e é hora de festejar

Por Alan Baldwin

LONDRES, 5 Ago (Reuters) - Na Vila Olímpica, a evolução da espécie acontece da noite para o dia.

O segundo fim de semana dos Jogos Olímpicos é um divisor de águas, a súbita transformação de alguns dos homens e mulheres mais dedicados e competitivos em feras soltas atrás de farra e diversão.

Na última semana dos Jogos, ter um remador ou nadador como vizinho não parece mais uma ideia tão boa.

Para eles, os Jogos acabaram. As competições se encerraram, as medalhas estão guardadas e agora - como nos incentivos às plateias no Parque Olímpicos - é hora de se juntar aos espectadores e fazer barulho.

O remador britânico Mark Hunter, campeão olímpico em 2008 e medalhista de prata no sábado, foi indagado sobre seu futuro.

“Muita festança e bebedeira na próxima semana, é Olimpíada, hora de se divertir e socializar na segunda parte da semana”, respondeu.

“É cedo demais para pensar em qualquer coisa além disso. O negócio é apoiar a delegação britânica, subir no quadro de medalhas com outros esportes e ver o que conseguimos conquistar como equipe.”

O compatriota Peter Wilson, que levou um ouro no tiro, declarou que vai “ficar muito, muito bêbado e talvez fazer alguma bobagem”.

O ciclista Bradley Wiggins, vencedor da Volta da França e da prova contra o relógio na Olimpíada, já publicou no Twitter uma foto de si mesmo com um drinque de vodca e água tônica na mão e a frase “completamente bêbado no momento”.

“Eles vão sair pra farra e encher todos (os atletas) na volta, porque estão todos tentando competir e tal”, disse ele dos nadadores em entrevista à Absolute Radio no sábado.

Os nadadores, acostumados a passar horas e horas na piscina todos os dias, de fato têm uma certa reputação quando o assunto é extravasar.

Doze anos atrás, na véspera da Olimpíada de Sydney, Jonathan Edwards, saltador triplo, detentor do recorde mundial e futuro campeão olímpico, fez história ao dizer aos repórteres o que pensava de alguns de seus colegas competidores.

“Os nadadores são terríveis. Eles terminam a competição e ficam na Vila festejando durante o resto do Jogos”, afirmou.

“Noventa por cento deles não conseguem medalhas, estão lá pela diversão. Se meu sono for interrompido por nadadores chegando às duas da manhã de uma festa porque já encerraram, posso ficar tentado a sair da Vila.”

E há o sexo. Nos Jogos de Sydney, o suprimento de preservativos acabou. Desta vez, os organizadores disponibilizaram 150 mil unidades.

Relatos de farras selvagens, mesmo em uma Vila onde o álcool não está disponível, são verdadeiras lendas olímpicas. A mídia não pode entrar e, como em Las Vegas, o que acontece na Vila fica na Vila.

“Eu diria que são de 70 a 75 por cento dos atletas”, disse Ryan Lochte, campeão de natação dos EUA, à revista ESPN antes dos Jogos quando indagado sobre a ocorrência de sexo na Vila. “Escuta, às vezes você vai e faz o que tem que fazer.”

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