7 de Agosto de 2012 / às 00:05 / 5 anos atrás

Brasil sofre no vôlei de praia e chances de medalha diminuem

Por Pedro Fonseca

LONDRES, 6 Ago (Reuters) - Com os atuais campeões mundiais no feminino e no masculino e outras duas duplas entre as melhores do mundo, a expectativa do Brasil no vôlei de praia era ganhar quatro das seis medalhas em disputa nos Jogos de Londres. Duas já estão fora de alcance, e foi por muito pouco que mais uma também não ficou pelo caminho.

Só Juliana e Larissa avançaram para as semifinais com tranquilidade, ao derrotarem as alemãs Goller e Ludwig por 2 sets a 0. A outra dupla feminina, Maria Elisa/Talita, ficou fora da disputa pelo pódio ao perder já nas oitavas de final para as tchecas Slukova e Kolocov, e o mesmo destino tiverem Ricardo e Pedro Cunha, derrotados pelos alemães Brink e Reckerman nas quartas de final, nesta segunda-feira.

Ricardo, campeão olímpico em Atenas-2004, despediu-se pela primeira vez de uma Olimpíada sem subir ao pódio. Prata em Sydney-2000 e bronze em Pequim-2008, o jogador baiano, de 37 anos, pode ser uma ilustração de que outros países aprenderam a jogar, e a vencer o Brasil.

“É triste você perder sabendo que poderia ter ganho e que nunca tinha perdido para esse time. Não é uma surpresa, mas a gente sabe que tinha condições de vencer e estar brigando por uma medalha”, lamentou o jogador após uma partida em que sua dupla foi totalmente dominada pelos adversários, sendo derrotada por 21-15 e 21-19.

“Eles jogaram muito bem, principalmente no saque. A gente tentou mudar alguma coisa, ser mais agressivo, mas não conseguimos”, acrescentou Ricardo, que ocupa o 3o lugar no ranking mundial ao lado de Pedro mas não vai ficar entre os melhores dos Jogos Olímpicos.

Mas não foi só a derrota de Ricardo/Pedro Cunha que mostrou a dificuldade que o Brasil vai enfrentar nas Olimpíadas para conquistar as duas medalhas de ouro, no feminino e no masculino, que estão na cota do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) -- as projeções do COB são feitas com base nos últimos campeonatos mundiais e por isso são altas as expectativas sobre os campeões em 2011 Juliana/Larissa e Alison/Emanuel.

POR POUCO

A dupla masculina esteve a apenas um ponto de ser eliminada dos Jogos de Londres pelos poloneses Prudel e Fijak, e precisou de uma virada tensa para conseguir a vaga na semifinal, com uma vitória por 17-15 no tiebreak.

Emanuel, que conquistou um ouro e um bronze ao lado de Ricardo, sofreu com a tática adversária de sacar sempre em cima dele e errou três ataques seguidos no set desempate, dando um match point aos poloneses. Foi seu parceiro Alison quem salvou o jogo, com uma atuação muito boa no saque e no ataque para virar o placar.

“A Polônia podia ter saído hoje como vencedora, eles estão indo para casa hoje jogando bem. Jogaram super bem e estão fora das Olimpíadas. Em um campeonato muito intenso como esse aqui, os resultados acontecem. Eles poderiam estar muito bem na semifinal”, reconheceu Emanuel, que está em sua 5a Olimpíada -- tantas quantas o vôlei de praia foi disputado.

As nove medalhas conquistadas pelo Brasil na modalidade são mais do que qualquer outro país. No entanto, apenas duas são de ouro (Jackie/Sandra em 1996 e Ricardo/Emanuel em 2004), com cinco de prata e dois bronzes. Os Estados Unidos, com sete medalhas no total, têm cinco ouros.

Antes da eliminação de Ricardo/Pedro Cunha, Emanuel falou sobre uma possível final brasileira em Londres, repetindo o que aconteceu com as mulheres nos Jogos de Atlanta-1996. Os representantes do vôlei de praia sabem da importância da modalidade para ajudar o Brasil a atingir a sua meta de 15 medalhas -- o mesmo número de Pequim-2008.

“Seria ótimo ter dois brasileiros na final, principalmente pelo quadro de medalhas, porque realmente o vôlei de praia ia mostrar que é um esporte que sempre traz medalhas em Olimpíadas”, disse.

Para Alison, disputando sua primeira Olimpíada, a responsabilidade do esporte vai além. “A gente carrega uma responsabilidade de ser o time a ser batido, de ter 190 milhões de pessoas em casa vendo pela TV”, disse.

Ricardo/Emanuel e Juliana/Larissa voltam à quadra na terça-feira para as semifinais, contra Plavins e Smedins, da Letônia, e Ross e Kessy, dos EUA, respectivamente.

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