August 9, 2012 / 7:33 PM / 5 years ago

Ruídos fazem parte da rotina olímpica dos atletas

3 Min, DE LEITURA

Por Paul Casciato

LONDRES, 9 Ago (Reuters) - Saltadores de trampolim assobiam, tenistas resmungam e a levantadora de peso e campeã chinesa Zhou Lulu grita 'Fung shong!'

Estes são só alguns dos ruídos que os atletas que competem por medalhas na Olimpíada de Londres fazem para correr, saltar, levantar, acertar e brilhar na elite do esporte mundial.

Uma plateia lotada na arena ExCel vibrou quando Zhou se aproximou da plataforma para estabelecer o novo recorde mundial no domingo, devolvendo os gritos que ela emitia durante a preparação.

Mais tarde, contida e de óculos, Zhou sorriu ao dizer aos repórteres que, longe de um grito de guerra, ela estava dizendo "relaxe".

"Consigo levantar o peso assim, relaxando", afirmou.

No trampolim, muitos dos atletas emitem um assobio curto e penetrante enquanto pairam em pleno ar para executar os giros e mortais que lhes garantem pontos com os juízes.

Andy Barton, consultor de Desempenho Mental, disse à Reuters que alguns ruídos podem ser involuntários, mas outros, como o assobio, podem ajudar os competidores a se concentrar, ser parte de uma rotina mental ou um gatilho para o movimento.

"Ruídos são gatilhos fantásticos", afirmou, acrescentando que fazê-los pode auxiliar alguns atletas a lembrar seus corpos do próximo movimento a ser executado.

"Algumas pessoas são bastante auditivas e tiram proveito de sons externos."

Barton disse que atletas que têm a audição altamente desenvolvida podem usar os ruídos externos a seu favor. "Estava trabalhando com uma amazona que fala consigo mesma na pista", contou.

Segundo ele, os grunhidos da tenista Maria Sharapova, medalha de prata na Olimpíada, podem ser parte de uma rotina, razão que pode explicar por que ela desdenhou quando indagada se poderia parar depois das queixas de seus barulhos na quadra de tênis no ano passado.

"Certamente agora não, já que faço isso desde os quatro anos de idade", disse Sharapova aos repórteres em Wimbledon em junho. "É muito difícil, impossível depois de 20 anos praticando este esporte."

Os esgrimistas gritam e berram, batem o pé e discutem, tirando as máscaras para se exibirem após um ponto, profundamente cientes de que se trata de uma guerra tão psicológica quanto física.

No hóquei, equipes femininas como China e Coreia do Sul resmungam quase o jogo inteiro. Se muitos times conversam, gritam e se comunicam para se entenderem no campo, estas equipes falam literalmente sem parar.

Barton disse haver sons externos que atrapalham os atletas mais sensíveis, mas um que ajudou a anfitriã Grã-Bretanha foi o incentivo do público local, como no caso do ciclista e hexamedalhista olímpico Chris Hoy em sua última prova, na terça-feira.

"Aquele rugido o empurrou em sua curva final".

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