12 de Agosto de 2012 / às 21:12 / 5 anos atrás

Londres se despede dos Jogos; EUA lideram nas medalhas

Vista geral da cerimônia de encerramento dos Jogos no Estádio Olímpico de Londres, com a participação de atletas do mundo inteiro. 12/8/2012. REUTERS/Pawel Kopczynski

Por Mike Collett-White e Belinda Goldsmith

LONDRES, 12 Ago (Reuters) - Londres despede-se dos Jogos Olímpicos neste domingo com shows de grandes nomes da música pop britânica e encerra mais de duas semanas de competições, que culminaram com os EUA como líder mundial na conquista de medalhas de ouro.

Os Estados Unidos terminaram os Jogos Olímpicos de Londres com 46 ouros, contra 38 da China após 16 dias de eletrizantes disputas na capital britânica.

Enquanto a multidão na arquibancada já fazia a “ola” no Estádio Olímpico, os organizadores colocaram dentro do local reconstruções de pontos turísticos da cidade, como a Tower Bridge e a Catedral St. Paul.

A cerimônia de encerramento começou às 17h (hora de Brasília). O ator Timothy Spall, vestido como o ex-primeiro ministro britânico Winston Churcill leu um trecho de “A Tempestade”, obra de Shakespeare.

O país sede dos Jogos concluiu o evento com 29 ouros, ficando com a terceira posição geral, o melhor resultado em 104 anos, o que ajudou a nação a deixar de lado a apreensão de uma recessão econômica que, pelo menos momentaneamente, teve pouco espaço nos jornais.

“Eu diria que a história foi escrita para muitos atletas. Os Jogos foram absolutamente fabulosos. Londres definitivamente deu novos ares às Olimpíadas”, afirmou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, concordou, com uma sucinta mensagem no Twitter: “A Grã-Bretanha cumpriu as expectativas. Mostramos ao mundo do que somos feitos.”

No último dia de competições, o time norte-americano masculino de basquete, que contou com astros como LeBron James, Kevin Durant e Kobe Bryant, derrotou a Espanha na final, em uma reedição do que aconteceu em Pequim, há quatro anos.

Ainda neste domingo, Stephen Kiprotich, de Uganda, derrotou dois rivais quenianos e venceu a maratona masculina em prova que teve o brasileiro Marílson dos Santos como 5o colocado. A multidão que acompanhou a disputa refletiu o entusiasmo local apesar das dúvidas sobre os custos dos Jogos.

Após vencer, Kiprotich ajoelhou-se e beijou uma bandeira de seu país, com a qual terminou a prova.

Neste domingo, Grã-Bretanha, Cuba, Cazaquistão, Rússia e Ucrânia conquistaram ouros no boxe, enquanto Japão e EUA conseguiram o mesmo na luta greco-romana. A lituana Laura Asadauskaite conquistou o último ouro dos Jogos no pentatlo moderno feminino, com a brasileira Yane Marques ganhando um inédito bronze.

LENDAS

Muitos lembrarão de Londres 2012 pela quebra de recorde do nadador norte-americano Michael Phelps, que terminou sua participação e carreira acumulando 22 medalhas, incluindo 18 ouros: o maior atleta olímpico da história.

Também foram os Jogos de Usain Bolt, o maior nome do atletismo. Após ganhar o ouro no revezamento 4x100 m rasos, seu terceiro em Londres, ele foi a uma boate e gritou como DJ: “Eu sou uma lenda.”

Para os britânicos, também ficará na memória a demolidora vitória de Andy Murray sobre o suíço Roger Federer na final do torneio masculino simples de tênis.

Para a Cerimônia de Encerramento, os organizadores prepararam nomes como Spice Girls, The Who e George Michael, em um show intitulado “Uma Sinfonia da Música Britânica”, depois do qual a chama olímpica se apagará e os olhos do mundo se voltarão para o Rio de Janeiro, que sediará as Olimpíadas em 2016.

Apesar das preocupações com o sistema de transporte e o efetivo insuficiente de segurança, os Jogos decorreram sem grandes problemas. Até o clima melhorou durante o evento. Mas, para alguns, as Olimpíadas tiveram um gosto amargo.

A China sai de Londres na mira dos críticos, que acusaram a nadadora adolescente Ye Shiwen de doping, depois de ela fazer tempos que rivalizaram com os dos homens nas piscinas.

O chefe da delegação chinesa em Londres, Liu Peng, afirmou em coletiva de imprensa neste domingo que as acusações não tinham fundamento, e que o país é contra o uso de substâncias proibidas.

“Isso é realmente injusto e sem fundamento”, disse Liu. “Há indivíduos e jornalistas que estão acusando, sem fundamento, os nossos atletas chineses. Essas pessoas deveriam respeitar a dignidade e reputação dos esportistas.”

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