Surpresas garantem recorde de pódios ao Brasil apesar das decepções

domingo, 12 de agosto de 2012 20:02 BRT
 

Por Pedro Fonseca

LONDRES, 12 Ago (Reuters) - O futebol decepcionou mais uma vez e nenhum dos atletas brasileiros atuais campeões mundiais repetiu nos Jogos de Londres o desempenho esperado de apostas certas para alcançar a meta de pódios, mas o maior número de medalhas da história do Brasil acabou sendo conquistado graças às "surpresas", que no momento decisivo souberam faturar uma vitória.

O país só conquistou as 17 medalhas (3 de ouro, 5 de prata e 9 de bronze) porque nomes desconhecidos, alguns de forma surpreendente até para seus treinadores, conseguiram equilibrar a balança depois que os atletas mais badalados e com melhores estrutura de treinamento e patrocínio ficaram pelo caminho.

O número de pódios na capital britânica é um recorde para o país, que teve 15 em Atlanta-1996 e Pequim-2008. No ouro, no entanto, o Brasil ficou atrás em relação a Atenas-2004, 5 contra 3.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tinha como meta só repetir o número de pódios dos Jogos da China, apesar de o país ter feito a maior e mais cara preparação dos atletas em todos os tempos para a Olimpíada da capital britânica. O objetivo era um salto para o top 10 do quadro de medalhas nos Jogos de 2016 no Rio de Janeiro.

Para ficar em 10o em Londres, a Austrália conquistou 7 medalhas de ouro entre um total de 35 pódios. O Brasil ficou em 22o.

Tivessem todas as maiores apostas olímpicas do Brasil cumprido a expectativa, o país teria chegado perto dos 10 primeiros já com quatro anos de antecedência.

"Nós chegamos aqui um dia antes da Olimpíada com a sensação de dever cumprido. Esporte é o detalhe do detalhe. Não foram só os nossos caras que não confirmaram o favoritismo, mas os de outros países também. Muitos campeões olímpicos e mundiais anteriores não cumpriram a expectativa", disse o superintendente-executivo do COB, Marcus Vinicius Freire.

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Judoca Sarah Menezes comemora medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres. 28/8/2012 REUTERS/Kim Kyung-Hoon