21 de Agosto de 2012 / às 21:58 / 5 anos atrás

Marin garante Mano "no momento" e pede voto de confiança à seleção

José Maria Marin, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), fala durante coletiva de imprensa no Rio de Janeiro. Apesar das especulações sobre um enfraquecimento do técnico Mano Menezes após a perda do ouro olímpico em Londres, Marin, disse que a seleção está no caminho certo e que o treinador continua no cargo, e pediu um voto de confiança na equipe. 21/08/2012 REUTERS/Ricardo

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 21 Ago (Reuters) - Apesar das especulações sobre um enfraquecimento do técnico Mano Menezes após a perda do ouro olímpico em Londres, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, disse que a seleção está no caminho certo e que o treinador continua no cargo, e pediu um voto de confiança na equipe.

“Não há nenhuma razão para cogitar mudança no momento, estamos no caminho certo”, afirmou o presidente da CBF nesta terça-feira ao anunciar mais um patrocinador para a seleção.

“Confio no técnico e na comissão técnica, no Andrés Sanchez (diretor de seleções) e temos etapas que já foram cumpridas e ao mesmo tempo vamos formando uma equipe, temos uma base, o que muito se cobrava”, completou.

No entanto, ao ser questionado se poderia garantir que Mano será o técnico na Copa do Mundo de 2014, Marin não foi enfático.

“Não posso raciocinar em hipótese e sobre o futuro. Damos condições a ele para desenvolver seu trabalho com tranquilidade. Podem perguntar à comissão técnica se alguma vez tiveram pressão do Marin; tenho certeza que vão falar que não”, disse.

“Espero que toda a comissão técnica esteja conosco até 2014, esses são nossos votos. Eles sabem que podem trabalhar totalmente tranquilos.”

Desde a derrota por 2 x 1 para o México, na final olímpica do último dia 11, começaram a surgir na entidade rumores sobre mudanças na comissão técnica. Mais uma vez, foram cogitados nomes como os de Muricy Ramalho, atual técnico do Santos, e de Luiz Felipe Scolari, do Palmeiras, campeão do mundo com o Brasil em 2002.

“Não posso negar que são meus amigos e gosto muito dos dois”, declarou Marin à Reuters.

Além da amizade com Marin, pesa a favor de Felipão o fato de ter levado a desacreditada seleção de 2002 ao pentacampeonato mundial. Já contra Muricy pesaria a negativa dele ao convite para dirigir a seleção antes de a entidade fechar com Mano Menezes, em 2010. Por outro lado, ele levou o Fluminense ao título brasileiro em 2010 e o Santos à conquista da Copa Libertadores no ano passado.

O Brasil, com sua seleção principal, fará amistosos a partir de setembro, contra África do Sul, China e Argentina, e as partidas, a maioria delas em casa, são consideradas provas de fogo para Mano Menezes.

“Faço um apelo a todos para caminharmos com serenidade e darmos um crédito de confiança a essa equipe”, destacou Marin.

Mais cedo, em outro evento no Rio de Janeiro, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, saiu em defesa do técnico Mano Menezes, mas declarou que o Brasil perdeu o ouro para o México porque não estava com sua defesa titular.

“Todo técnico no Brasil vive com pressão. Acho que o Mano vai bem e ele é tão bom quanto outros do Brasil. Temos os melhores jogadores do mundo”, avaliou. “A questão é que não jogamos com a nossa defesa titular. O David Luiz e o Daniel Alves não jogaram as Olimpíadas.”

DÍVIDA DOS CLUBES

O presidente da CBF e o ministro estiveram reunidos esta semana para discutir um projeto para equacionar a bilionária dívida dos clubes brasileiros com órgãos federais.

Segundo Marin, a minuta do projeto a ser apresentado ainda este ano ao Congresso prevê a conversão de dívidas dos clubes de todas as divisões em investimentos olímpicos.

“Quem deve mais, vai ter que investir em mais modalidades esportivas visando formação de jovens e futuros atletas para o país”, declarou Marin.

A partir da entrada em vigor da nova lei, caso o projeto seja aprovado, os clubes teriam que honrar todas as suas dívidas com INSS, FGTS, Receita Federal e outros. Se isso não for feito, a CBF ameaça com a perda de pontos em competições.

“Não queremos criar uma solução para o que já passou e criar um novo problema no futuro. Se falar em perda de pontos, os clubes pagam”, garantiu o presidente da CBF.

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