Menino sem pés vai treinar na filial brasileira do Barça

sexta-feira, 31 de agosto de 2012 18:41 BRT
 

Por Sérgio Queiroz

CAMPOS, Rio de Janeiro, 31 Ago (Reuters) - O menino Gabriel Muniz, de 11 anos, é um dos melhores jogadores de futebol da sua escola, apesar de ter nascido sem os dois pés, e sonha em ser um profissional do esporte quando crescer, embora saiba que só poderá disputar competições para deficientes.

Após aparecer no programa "Esporte Espetacular", da TV Globo, Gabriel foi convidado para o centro de treinamentos do Barcelona em Saquarema, cidade no litoral fluminense.

Seu talento impressionou os treinadores do clube catalão, e ele foi convidado para conhecer seu ídolo Lionel Messi no mês que vem.

"Quando ele chegou lá ninguém acreditava nele, mas ele provou para todo mundo que pode ser páreo para qualquer garoto. Tanto é que ele foi convidado para ir à Espanha exibir seu talento", disse seu professor de Educação Física, José Lopes.

Gabriel joga como qualquer outro menino, com a diferença de que chuta a bola com os cotos das pernas. A mãe dele, Sandra, disse à Reuters que o menino sempre viveu uma vida normal, apesar das limitações físicas.

Ele acorda diariamente às 6h30 e vai de bicicleta para a escola, com seu irmão mais velho. No ano passado, ganhou um par de próteses que suprem tornozelos e pés, mas a mãe dele disse que não pode arcar com nenhum tratamento especial.

"O Gabriel começou a andar antes de um ano. A gente ia atrás dele, esperando que ele continuasse caindo, mas ele nunca caiu", contou a mulher.

Lopes, o professor, disse que o garoto pode criar oportunidades para outras crianças iguais a ele. "A deficiência só existe dentro das nossas cabeças, e ele está provando isso para todo mundo, ele está desafiando as normas sociais", afirmou.   Continuação...

 
Gabriel Muniz, de 11 anos, joga futebol com seus colegas de escola em Campos, no Rio de Janeiro, na semana passada. Apesar de ter nascido sem os dois pés, ele é um dos melhores jogadores de futebol da sua escola. 23/08/2012 REUTERS/Ricardo Moraes