3 de Setembro de 2012 / às 16:33 / em 5 anos

Acidente no GP da Bélgica renova foco em segurança na F1

Por Alan Baldwin

SPA-FRANCORCHAMPS, Bélgica, 3 Set (Reuters) - O acidente no Grande Prêmio da Bélgica, que resultou numa suspensão de uma corrida ao francês Romain Grosjean, alimentou o debate sobre a segurança do cockpit na Fórmula 1, sem fornecer uma solução mais clara para o problema.

A Lotus de Grosjean decolou no ar e passou na frente da Ferrari do líder do campeonato, Fernando Alonso, na primeira curva, destruindo o carro mas felizmente sem acertar a cabeça do espanhol.

O acidente, cuja culpa foi diretamente colocada na condução agressiva de Grosjean, foi um momento de enorme apreensão para os fãs da Ferrari e membros da equipe que acompanhavam do muro do pit enquanto Alonso demorava a sair do cockpit, em meio ao silêncio no rádio.

"Tivemos sorte porque nada atingiu Fernando na cabeça", disse o chefe da equipe, Stefano Domenicali, a repórteres, em uma conversa que também abordou a necessidade de os jovens e inexperientes pilotos serem punidos fortemente por falhas nas categorias de base para garantir que eles cheguem à Fórmula 1 com mais consciência.

"Foi uma situação muito arriscada e ver um carro voar sobre o dele, alguns centímetros acima de seu capacete, nos deixou com os corações na boca por alguns décimos de segundo", afirmou o engenheiro-chefe da Ferrari, Pat Fry.

Proteger a cabeça do piloto em tais incidentes tem sido uma preocupação para a Fórmula 1, uma modalidade onde os perigos são evidentes e há um esforço constante para melhorar a segurança em todas as áreas.

A Fórmula 1 não tem uma morte de piloto durante uma corrida desde que o tricampeão mundial Ayrton Senna morreu em Ímola, em 1994, mas todos na Fórmula 1 sabem que há um risco constante de um acidente grave.

A lesão na cabeça quase fatal de Felipe Massa no GP da Hungria em 2009, quando o piloto da Ferrari foi atingido no capacete por uma mola de metal que soltou-se de um carro na frente, foi um lembrete disso.

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) fez testes com cockpits fechados tipo os de jatos de combate e com estruturas de metal colocadas em frente ao piloto para proteger contra um impacto frontal ao capacete, mas todos trazem riscos.

"Estamos trabalhando com a Federação para tentar buscar o sistema correto de proteção. Com o que temos testado ou trabalhado, há também alguns problemas que você pode ter", disse Domenicali.

"Precisamos ter muito cuidado com todos esses dispositivos. Nós ainda estamos trabalhando com a federação para encontrar uma solução possível... estamos trabalhando muito duro."

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